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Política

Master: “um dos maiores escândalos financeiros do país”, diz pré-candidato ao GDF

Na entrevista concedida à Arko Advice, Cappelli comenta as fragilidades expostas pelo rombo

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O escândalo do Banco Master reposicionou o debate sobre transparência e controle no sistema financeiro, e Ricardo Cappelli, ex-secretário nacional de Segurança Pública e pré-candidato ao governo do Distrito Federal, enxerga no episódio um alerta que o país não pode ignorar. Ele classifica o caso como “um dos maiores escândalos da história do setor” e defende que o GDF precisa esclarecer seu papel, além de apoiar uma CPI para aprofundar as investigações. Na entrevista concedida à Arko Advice, Cappelli comenta as fragilidades expostas pelo rombo, o impacto político do episódio e os desafios que vê para o DF. Veja na íntegra:

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O senhor foi uma das vozes que alertaram sobre o Banco Master. Como classifica esse escândalo?

É gravíssimo o que aconteceu. A gente está diante de um dos maiores escândalos do sistema financeiro nacional. O Banco Central vinha acompanhando isso há bastante tempo, vários alertas foram feitos. É um rombo que, segundo tem sido noticiado, ultrapassa R$ 40 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito, que é o fundo responsável por gerar confiança e estabilidade no mercado. Tudo isso que está acontecendo é muito grave e deixa algumas lições. Primeiro: não existe milagre nem solução mágica no mercado. Segundo: há necessidade de apertar ainda mais os controles e a regulação no sistema financeiro, porque isso afeta as pessoas, as empresas e a economia brasileira. O mercado, desde o início do ano, já sabia que o Master estava desesperado atrás de liquidez para honrar seus contratos, ele vivia uma crise de liquidez aguda desde então. O governador do Distrito Federal precisa explicar. Eu vinha denunciando isso desde o início do ano porque estava recebendo informações. Veja, eu denunciei no primeiro trimestre. Eu acho que é uma obrigação da Câmara Distrital instalar uma CPI, porque ela pode aprofundar as investigações e auxiliar o trabalho que está sendo feito, de forma técnica e profissional, pela Polícia Federal.

Quais suas expectativas quanto ao governo do Distrito Federal no próximo ano?

O meu partido, o PSB, me lançou pré-candidato ao governo do Distrito Federal. Isso me honra muito: contar com a confiança do meu partido, que é o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Neste momento, estamos conversando com todos os partidos da base do governo do presidente Lula para construir uma candidatura única da base aqui no Distrito Federal, de forma a que essa candidatura possa ser competitiva e vencer as eleições.

Quais são, na sua avaliação, os principais anseios da população do Distrito Federal hoje?

O principal problema do Distrito Federal hoje é a saúde pública. E é inexplicável a situação em que ela se encontra. O orçamento da saúde este ano, segundo o próprio governador, vai bater R$ 13 bilhões. Eu tenho uma certeza: o grupo Ibanez–Celina Leão será derrotado. A saúde do GDF vive um colapso. Todo dia tem gente morrendo na fila dos hospitais, das UPAs, das UBSs.