O presidente russo, Vladimir Putin, aumentou a tensão nesta terça-feira (02) ao rejeitar a contraproposta de paz para a guerra na Ucrânia, entregue por um enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, em Moscou.
A recusa ocorre em um momento de escalada do conflito, onde as forças russas buscam avanços no front. O porta-voz de Moscou, Dmitry Peskov, chegou a celebrar a suposta captura da cidade de Pokrovsk, no leste da Ucrânia, após intensos combates, uma conquista imediatamente negada pelas autoridades de Kiev.
A fala do líder russo ocorre em um momento em que as tensões com a Europa estão no ápice. “Se a Europa quiser lutar uma guerra, nós estamos prontos agora, estamos prontos para negociar a paz, mas se a Ucrânia se recusar a um acordo, as forças russas avançarão ainda mais e tomarão mais território ucraniano”, afirmou Putin.
O plano original de paz foi elaborado pelo governo do presidente americano Donald Trump e contêm 28 pontos, e visa o encolhimento do Exército de Kiev dos atuais 900 mil efetivos para 600 mil e era visto como extremamente favorável à Rússia, incluindo a cessão de cerca de 20% do território ucraniano.
No entanto, a Ucrânia e líderes europeus consideraram esses pontos inaceitáveis e apresentaram a contraproposta eliminado a cláusula de perda de território e acrescentando o comprometimento de Kiev em não aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). As informações são do G1.
Rússia X Ucrânia
O conflito entre os paises, eclodiu no leste da Ucrânia em 2014, após a queda de um presidente pró-Rússia na Revolução Maidan e a anexação da Crimeia pela Rússia.
Segundo Relatório de Deslocamentos Internos da Ucrânia divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 7,1 milhões de pessoas foram deslocadas internamente desde a invasão na Ucrânia. Além disso mais de 50% das famílias deslocadas têm filhos, 57% possuem membros idosos, e 30% são compostas por pessoas com doenças crônicas.
Mais de um terço das famílias deslocadas indicam que não tiveram nenhuma renda no último mês. O apoio fornecido até agora inclui alimentos, itens não-alimentares e de higiene, dinheiro, saúde mental e apoio psicossocial, além de campanhas informativas para ajudar a prevenir o tráfico de pessoas bem como a exploração e o abuso sexuais.

