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Geopolítica

Trump ignora pedidos de Maduro e amplia pressão após ultimato não cumprido

EUA ampliam pressão sobre Caracas após conversas frustradas e reforço militar no Caribe

Donald Trump: conheça a trajetória do presidente dos Estados Unidos

A relação já desgastada entre Estados Unidos e Venezuela ganhou um novo capítulo depois de Nicolás Maduro não respeitar o prazo dado por Donald Trump para deixar o país. Segundo a Reuters, que revelou o teor da conversa telefônica entre os dois, o líder venezuelano pediu garantias e o fim das sanções, mas não obteve o que desejava. Mesmo assim, tentou negociar tempo e condições para uma saída segura – algo rejeitado pela Casa Branca.

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O recado de Washington era claro: havia apenas uma semana para que Maduro embarcasse com a família para um destino de sua escolha. O prazo terminou sem qualquer movimento, desencadeando novas medidas americanas e elevando a tensão entre os governos.

A partir desse impasse, Trump decidiu reforçar a pressão. O presidente dos EUA ordenou o fechamento do espaço aéreo venezuelano logo após o fim do ultimato, movimento visto por analistas como mais um sinal de endurecimento. O Miami Herald já havia divulgado parte da conversa, mas a data-limite só se tornou conhecida agora.

Conversas fracassam e sanções seguem no centro do confronto

Durante a ligação, Maduro condicionou sua saída a uma “anistia legal completa” para ele e seus familiares, pediu o cancelamento de um processo no Tribunal Penal Internacional e o levantamento das sanções que atingem mais de cem integrantes do governo venezuelano. São pessoas acusadas pelos EUA de violações de direitos humanos, tráfico de drogas e corrupção, acusações sempre negadas por Caracas

Duas fontes afirmaram que Maduro chegou a propor que Delcy Rodríguez assumisse um governo transitório até novas eleições. A conversa durou menos de 15 minutos. Trump recusou a maior parte dos pedidos e manteve a exigência de saída imediata. No domingo, o presidente americano apenas confirmou que “sim”, falou com Maduro, sem oferecer novos detalhes.

Tropas no Caribe e clima de incerteza

A pressão norte-americana ocorre no mesmo momento em que Washington reforça sua presença militar no Caribe. Desde agosto, operações contra embarcações suspeitas de tráfico resultaram em dezenas de mortos, segundo o governo dos EUA. Apesar de a justificativa oficial ser o combate ao narcotráfico internacional, autoridades ouvidas sob anonimato afirmaram que a estratégia também serve para aumentar o isolamento de Maduro.

Conforme informado pelo O Brasilianista lembra que movimentos recentes em Washington também pesam no cenário. O Departamento de Estado classificou o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, decisão que amplia a base legal para futuras ações contra grupos ligados ao regime venezuelano. Maduro chamou a acusação de “ridícula”.

O envio de navios de guerra, caças F-35 e do porta-aviões Gerald Ford aumentou as especulações sobre uma possível operação direta. Fontes citadas pelo Axios afirmam que não há plano imediato para capturar o líder venezuelano, embora Trump tenha dito que uma ação terrestre contra o narcotráfico deve ocorrer “muito em breve”.

Novo contato e futuros cenários

Em discurso recente, Maduro afirmou manter “lealdade absoluta” ao povo venezuelano e pediu outro telefonema com Trump. Dentro da Casa Branca, porém, ainda há divergências sobre qual caminho seguir. Um alto funcionário americano não descartou um eventual acordo para a saída do líder venezuelano, mas admitiu que não há consenso.

Enquanto isso, a recompensa oferecida por Washington por informações que levem à prisão de Maduro subiu para US$ 50 milhões. Outros nomes de peso do chavismo também são alvo de valores milionários.
Com poucos sinais de recuo, o impasse se mantém e aprofunda a tensão entre os dois países, em meio a movimentos militares, disputas diplomáticas e negociações que não avançam.

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