O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, deve concentrar sua agenda em duas frentes consideradas as mais resistentes ao seu nome: a bancada evangélica e o bloco de oposição no Senado.
De acordo com a CNN Brasil, nesta terça-feira (2), Messias pode realizar encontros com integrantes do bloco Vanguarda, formado pelo PL e pelo Novo, mas parte dos senadores ainda resiste a recebê-lo.
Segundo a reportagem, a movimentação ocorre no momento em que o governo corre contra o relógio.
Isso porque a sabatina de Messias está marcada para 10 de dezembro, mas, como lembrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o Planalto não enviou a documentação formal necessária para oficializar a indicação. Sem esse protocolo, o cronograma pode ser atrasado, empurrando a votação para 2026.
Movimentação
Segundo apurou a CNN Brasil, Messias procurou o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, senador Carlos Viana (Podemos-MG), para uma reunião com os 17 senadores do grupo.
Mas a maioria deles recusou o convite. Embora Messias também seja evangélico, parte da frente o considera “um petista antes de evangélico”, argumentação que tem alimentado a rejeição interna.
Além da frente evangélica, Messias tenta atrair o bloco oposicionista Vanguarda, composto por 16 senadores do PL e do Novo.
O encontro previsto para esta terça-feira pode ou não ocorrer, dependendo do clima político. Na segunda (1º), ele já conversou com opositores individualmente, como o senador Izalci Lucas (PL-DF).

