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Economia

Governo incentiva BTG a comprar parte do Banco Master em farmacêutica que pode mudar o cenário da diabetes no Brasil

O negócio poderia aliviar o prejuízo do banco e impulsionar projetos da empresa de saúde

Governo incentiva BTG a comprar parte do Banco Master em farmacêutica que pode mudar o cenário da diabetes no Brasil

O BTG Pactual pode se tornar o sócio majoritário da farmacêutica brasileira Biomm, especializada em insulina, substância essencial para o controle da diabetes.

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Segundo informações do Uol, o dono da instituição financeira, André Esteves, avalia comprar a participação acionária do Banco Master na empresa de saúde — e teria apoio do governo para essa movimentação. O Master detém atualmente quase 26% na Biomm, por meio de um fundo de investimentos, o que vale a cerca de R$ 185 milhões em ações na bolsa.

O negócio é avaliado visto a futura liquidação do Master e o potencial da farmacêutica em se tornar um centro de produção de insulina e canetas emagrecedoras para o Sistema Único de Saúde (SUS). Isso seria possível com a ajuda de um dos sócios da Biomm, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apoio do governo

Segundo relatos de assessores do Planalto ao Uol, o ex-ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia teria conversado com Esteves para avaliar a negociação. Mares Guia é acionista da Biomm. No entanto, eles negam qualquer conversa e o BTG também nega uma possível negociação com o Master.

Já o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, confirmou ao Uol que discutia com o dono do BTG sobre a venda da participação, mas a prisão de Vorcaro teria interrompido as conversas. Assessores do presidente Lula afirmaram ao Uol que Esteves segue avaliando a transação com o fundo que controla a participação do Master na farmacêutica.

Para o Ministério da Saúde, uma possível compra das ações pelo BTG impulsionaria a concorrência no mercado de insulina ao apoiar uma empresa nacional, diminuindo a dependência de medicamentos estrangeiros para diabetes.

Negócio ajuda o Master e alivia acionistas da Biomm

Uma possível compra da participação do Master na Biomm ajudaria a reduzir o prejuízo causado pelo escândalo do banco e sua eventual liquidação pelo Banco Central.

Já os acionistas da farmacêutica também avaliam a intenção de compra com bons olhos em meio a crise do Master. Isso porque seria uma espécie de proteção contra possíveis problemas futuros do banco.

Vale ressaltar que a Biomm não dependeria do Master ou do BTG para seguir com o projeto de aumentar o mercado de insulina no Brasil. No entanto, esse negócio consegue impulsionar o investimento em medicamentos nacionais.