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Economia

Quanto vício em apostas custa ao Brasil? Estudo responde

Esse hábito ainda leva ao endividamento e problemas de saúde

Quanto vício em apostas custa ao Brasil? Estudo responde

Um novo estudo divulgado nesta terça-feira (02) alerta sobre o crescimento descontrolado das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. Segundo o levantamento, ”A Saúde dos Brasileiros em Jogo”, feito pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), o vício em jogos está gerando um prejuízo de R$ 38,8 bilhões por ano ao país.

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Os impactos negativos do vício em apostas superam em muito a arrecadação das empresas e afetam diretamente a vida das famílias brasileiras. A maior parte do prejuízo está ligada a gastos com o tratamento de depressão e transtornos de ansiedade causados pelo vício. O estudo também aponta um aumento no número de casos de suicídio e perdas de bem-estar.

Segundo o levantamento o vício leva ao endividamento familiar e à perda de renda, causando um grande estrago financeiro nos lares, especialmente entre jovens e pessoas mais vulneráveis.

O setor de apostas também gera bilhões, mas contribui muito pouco para a sociedade. Atualmente, apenas 1% da arrecadação bruta das empresas de apostas é direcionada ao Ministério da Saúde. As informações são da Agência Brasil.

Esse valor é considerado totalmente insuficiente para criar uma rede de prevenção e oferecer tratamento especializado para jogadores compulsivos no Sistema Único de Saúde (SUS). Para frear essa crise, os especialistas defendem controlar a propaganda agressiva que incentiva as apostas.

Uso de bets no país

Os pesquisadores citam que o Brasil teve 17,7 milhões de apostadores em apenas seis meses. Os dados do levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estima que cerca de 12,8 milhões de pessoas, estão em situação de risco com relação às apostas.

De acordo com o Banco Central (BC), os brasileiros destinaram cerca de R$ 240 bilhões às bets em 2024 e os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets, por meio de Pix, em agosto de 2024. 

Para mitigar os dados, o levantamento recomenda garantir tratamento de saúde mental gratuito e especializado para os viciados e criar políticas para proteger os mais vulneráveis.

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