O Ministério Público Federal pediu que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região volte a decretar a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de quatro executivos da instituição. A solicitação ocorre após a decisão individual da desembargadora Solange Salgado da Silva, que determinou a soltura dos investigados na última sexta-feira, segundo o G1.
A Procuradoria argumenta que a retomada da prisão é necessária diante do risco de fuga, da possibilidade de destruição de provas e da chance de continuidade do esquema investigado, apontado como fraude bilionária.
MPF afirma que medidas impostas não garantem segurança
Ao liberar os executivos, a magistrada determinou o uso de tornozeleira eletrônica e restrições como a proibição de deixar o país. Na decisão, ela afirmou que, “embora inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido”, medidas alternativas seriam suficientes para impedir novas práticas, assegurar o andamento do processo e evitar tentativas de fuga.
O MPF discorda. No recurso, a Procuradoria Regional da República sustenta que o caso envolve “altíssima probabilidade de fuga e de violação da ordem pública, além de possível destruição de provas, ocultação de recursos e bens ainda não apreendidos”. Para os procuradores, os investigados ainda poderiam agir por meios remotos ou por terceiros.
Também afirmam que, “diante do quadro fático e do perfil dos investigados, com acesso a sofisticados meios logísticos, financeiros e tecnológicos”, as medidas impostas não seriam suficientes para proteger a investigação.
Quem são os alvos do pedido?
Além de Vorcaro, investigado por supostamente comandar uma fraude de R$ 12 bilhões, o MPF também pede nova prisão de:
- Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master
- Luiz Antônio Bull, diretor do banco
- Alberto Felix de Oliveira Neto, executivo da Tesouraria
- Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master
No entendimento da Procuradoria, a prisão preventiva é a única forma capaz de reduzir de maneira significativa a possibilidade de fuga, impedir comandos à distância e evitar interferências no processo. O recurso deve ser analisado pela 10ª Turma do TRF-1 na próxima semana.

