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Geopolítica

Maduro busca se proteger em meio a ameaças de Trump

A relação entre Venezuela e EUA vem se estreitando há meses

Maduro busca se proteger em meio a ameaças de Trump

Trocas frequentes de celulares, do local onde dorme e até mesmo reforço da segurança pessoal são algumas das medidas que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está tomando após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. É o que indica o The New York Times.

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Fontes próximas ao governo venezuelano contaram ao jornal que há uma atmosfera de tensão e preocupação no círculo íntimo do presidente, mas Maduro afirmava acreditar manter o controle da situação.

Maduro ainda ampliou o papel dos guarda-costas cubanos em sua segurança pessoal para diminuir o risco de traição. Uma das fontes disse que ele teria designado mais oficiais cubanos de contraespionagem para as forças armadas da Venezuela.

Apesar de menores aparições marcadas em público, o presidente venezuelano se mostra tranquilo em seus discursos até aqui, em meio às diversas declarações de Trump.

Recentes ameaças de Trump

Segundo o g1, a mais recente fala do republicano em relação a um ataque militar no Caribe ocorreu na última terça-feira (02), quando disse que os Estados Unidos planeja bombardeios terrestres contra alvos ligados ao narcotráfico na América Latina “muito em breve”.

Trump disse ainda que qualquer país que trafique drogas para o território norte-americano pode ser alvo de ataque, o que pode eventualmente respingar no Brasil. Conforme mostrado pelo O Brasilianista, o governo do Rio de Janeiro possui um documento que evidencia a atuação do Comando Vermelho nos EUA.

“Eu quero que esses barcos sejam eliminados, e se preciso, vamos fazer ataques terrestres assim como fizemos no mar. (…) Essas pessoas mataram mais de 200 mil pessoas [nos EUA] no ano passado, e esses números estão baixando. Estão baixando porque estamos fazendo os bombardeios, e vamos começar a fazer esses ataques por terra também. Por terra é muito mais fácil, sabia? Sabemos as rotas que eles tomam, onde vivem, sabemos tudo sobre eles, e vamos começar isso muito em breve também”, disse Trump.

No último sábado (29), o presidente dos EUA alegou que o espaço aéreo sobre a Venezuela deve ser tratado como fechado. Em publicação nas redes sociais, ele se dirigiu a “companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e de pessoas”, determinando o “fechamento total do espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela”.

Aumento das tensões acontecem há meses

A relação entre Venezuela e EUA vem se estreitando há meses, com maior pressão desde setembro, quando o governo americano começou a enviar mais navios para o mar do Caribe.

No mês passado, o governo de Donald Trump passou a considerar formalmente Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e integrantes de seu governo como membros de uma organização terrorista estrangeira.

Os EUA estuda agora três possíveis e principais opções de ação militar no país sul-americano. Entre as potenciais atividades da CIA (Central Intelligence Agency, da sigla em inglês) no território venezuelano, ela pode coletar informações, sabotar o governo de Maduro ou mesmo capturar o líder.

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