Na última quinta-feira (04) a diretoria do Banco Central (BC) anunciou em reunião no Fórum Pix que não vai mais criar regras específicas para o Pix Parcelado. A decisão foi tomada após muitos adiamentos para o debate que deveriam ter sido discutidos em novembro.
O Pix Parcelado é, na verdade, um tipo de empréstimo rápido oferecido pelo banco, que usa o Pix como meio de pagamento. Em vez de pagar o valor a vista, você paga parcelado em 2x, 3x, 6x, etc mais os juros estabelecidos pelo banco. As informações são da Agência Brasil.
Como cada banco tem suas próprias regras, taxas de juros e prazos, os especialistas alertam que é preciso ter muito cuidado, pois se as parcelas e juros forem muito altos, você pode acabar se endividando facilmente.
Segundo o Banco Central o Pix já é utilizado no Brasil por mais de 170 milhões de pessoas, o que representa 80% da população. A regulação da modalidade oferecida pelos bancos seria para aumentar a transparência dentro das plataformas.
Em nota a Instituto de Defesa de Consumidor (Idec) disse ser inaceitável a decisão do BC e que a falta de regulação pode causar desordem regulatória. “O consumidor continuará exposto a produtos de crédito heterogêneos, sem transparência mínima”, afirma o Idec.
O que muda então?
Na prática, para o consumidor, a decisão do BC de não criar regras rígidas e uniformes para o Pix Parcelado significa que, embora o nome oficial “Pix Parcelado” tenha sido vetado, os bancos continuarão oferecendo esse tipo de empréstimo rápido.
A grande diferença é a falta de padronização: cada banco pode criar seu produto com taxas de juros, prazos e formas de apresentação totalmente diferentes dos concorrentes.
Enquanto o BC diz que vai apenas “acompanhar” o que os bancos fazem, as entidades de defesa do consumidor alertam que essa falta de regras claras dificulta a comparação de ofertas, aumentando o risco de acabar contratando um empréstimo que é muito mais caro ou inadequado.
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