A análise do nome de Jorge Messias para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) só será realizada no próximo ano, conforme confirmação do líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), na última quinta-feira (04). As informações são do g1.
Enquanto o Senado não realiza a sabatina e votação, onde será analisado o nome de Messias para ministro do STF, ele segue como advogado-geral da União (AGU).
O cargo de ministro do STF ficou livre em outubro de 2025, após Luís Roberto Barroso anunciar sua aposentadoria e deixar o STF após 12 anos.
O senador Randolfe comentou sobre a situação: “Esse debate aí será o debate do próximo ano. A partir do anúncio que o presidente [Lula] fez esta semana pela ausência de manifestação, de encaminhamento, e quando o presidente Davi Alcolumbre suspendeu a data de sabatina e de votação, torna ao mesmo tempo, pelo prazo exíguo que temos, inviável ainda este ano a sabatina do ministro Messias. É um tema que vamos tratar no ano que vem”.
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, afirmou que somente o Orçamento será votado ainda neste ano de 2025.
Com justificativa do Senado não ter recebido o nome oficialmente do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a sabatina de Jorge Messias que, estava programada para o dia 10 de dezembro, foi cancelada por Alcolumbre.
O nome do possível ministro do STF não foi formalizado aos senadores após o anúncio de Lula, não completando, então, uma das etapas necessárias para iniciar a tramitação.
Segundo a Folha de São Paulo, a situação deixa Messias com mais tempos para realizar sua campanha e buscar apoio de senadores, que, no momento, não estão a maioria a seu favor para aprovação.
Conforme o g1, sobre ter a sabatina adiada, Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que: “Zero [garantia de voto]. Mas ganhamos tempo para as pessoas conversarem. Colocamos o pino de volta na granada.”
Após a fase de questionamento, para o nome de Messias ser aprovado, é necessário ter no mínimo 41 votos a seu favor no Plenário.

