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Entrevistas

Coronel Chrisóstomo diz que Gilmar: “não refletiu bem”

O deputado também destacou os avanços da CPMI do INSS

Coronel Chrisóstomo diz que Gilmar: “não refletiu bem”

Em entrevista à Arko Advice, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), avaliou de forma duramente crítica a decisão do STF, atribuída ao ministro Gilmar Mendes, que restringe à PGR a apresentação de pedidos de impeachment contra ministros da Corte, afirmando que ela fere o princípio constitucional da independência e harmonia entre os Poderes e teve repercussão extremamente negativa no país; além disso, destacou os avanços da CPMI do INSS. Veja a entrevista na íntegra:

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Como o senhor avalia a decisão do STF que estabelece que apenas a PGR pode apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte?

Acho que o ministro não refletiu bem ou não observou o que estabelece a Constituição Federal e os códigos jurídicos no que diz respeito aos Três Poderes. Eles são independentes, porém harmônicos entre si, e cada um tem suas atribuições constitucionais. A meu ver, essa decisão deixou de respeitar esse princípio e acabou resultando em uma ação que repercutiu de forma muito negativa em todo o Brasil.

O senhor foi o responsável por encabeçar a CPMI do INSS, que já resultou inclusive em prisões. Quais frutos o senhor acredita que essa comissão já começa a entregar à sociedade?

Na verdade, eu sou o criador da CPMI e tenho muito orgulho disso, porque hoje estamos defendendo os aposentados e pensionistas do meu estado de Rondônia e de todo o Brasil. Ao mesmo tempo, é muito triste ver tanta gente roubando os nossos avós. O pouco, para eles, na verdade é muito. Estamos descobrindo quem são esses ladrões e, pasmem, não são pessoas pobres, são ricos e poderosos. A CPMI do INSS está revelando quem são essas pessoas e nós vamos agir para que sejam punidas. Após o recesso, vamos chamar os bancos para tratar da questão dos consignados. Tem gente comprando Ferrari. Quanto de remédio dá para comprar com o valor de uma Ferrari para atender os nossos idosos?

O senhor acredita que a votação da anistia deve avançar já na próxima semana?

Nós votamos no presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que ele colocasse em pauta a votação do PL da anistia. Ele não fez isso, não cumpriu o acordo firmado com a oposição e com o PL. Por isso, agora estamos pressionando para que ele paute, se não o projeto da anistia, ao menos o projeto que reduz as penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos, de autoria do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Que ele traga esse projeto para apreciação e vamos ver como podemos tentar minimizar os prejuízos. Mas o Hugo precisa pautar, e é isso que esperamos que ele faça, se possível, já na próxima semana.