A CPMI do INSS encerrou na última segunda-feira (08) os trabalhos deste ano, algumas semanas antes do início do recesso parlamentar. Segundo a Agência Câmara, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito deve voltar com relatório preliminar em fevereiro de 2026.
O último depoimento ouvido foi de Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, uma das entidades apontadas por realizar descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, anunciou que o documento parcial de relatoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) será analisado após o fim do recesso para definir os próximos passos da investigação. Ele reiterou que, caso necessário, a comissão fará novas oitivas e convocações.
A CPMI foi instalada em 20 de agosto e o senador já afirmou que pedirá prorrogação por pelo menos dois meses da comissão, que atualmente está prevista para se estender até 28 de março. Até aqui, já foram realizadas 28 reuniões, com 26 testemunhas ouvidas.
Ainda segundo a Agência Câmara, Viana antecipou que alguns dados do relatório final, como:
- 4.800 documentos oficiais analisados
- 73 requerimentos de informação atendidos
- 48 quebras de sigilo aprovadas
- 108 empresas suspeitas identificadas
- Mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações incompatíveis
- Dezenas de milhões de reais retirados mensalmente de aposentados e pensionistas
Suspensão de contratos
O presidente da CPMI ainda alegou que deve solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado sob suspeita de irregularidades.
Vale lembrar que a fraude do INSS estima desvios de cerca de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2022, por meio de descontos indevidos nos benefícios de aposentadorias e pensões.

