O nome da advogada Danyelle Galvão está no centro do debate jurídico e político após assumir oficialmente a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por suspeitas de fraudes no sistema previdenciário.
A escolha da profissional, que também é indicada para atuar como juíza substituta no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), nomeada pelo presidente Lula, ganhou repercussão nacional depois que veículos de comunicação destacaram seu relacionamento com o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT).
A cobertura despertou críticas de entidades da área jurídica e motivou o Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (IBRADE) a divulgar uma nota pública de apoio à advogada, afirmando que ela teve sua carreira reduzida a uma “narrativa incompatível com sua trajetória profissional”.
Entenda o caso
Antônio Carlos Camilo Antunes está preso preventivamente desde setembro, acusado de participar de um esquema de irregularidades envolvendo benefícios previdenciários, segundo o Poder 360.
As especulações em tono de Danyelle aumentaram porque, durante de um ex-funcionário do Careca do INSS, entregue à Polícia Federal em 29 de outubro de 2025, há acusações de que um dos filhos de Lula, conhecido como Lulinha, teria recebido repasses do investigado.
Especificamente, esse ex-funcionário afirma que Lulinha teria recebido uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil por mês, além de um pagamento único de aproximadamente R$ 25 milhões.
Manifestação do IBRADE
Na nota, obtida pelo O Brasilianista, IBRADE também aponta que a advocacia não aceita “retrocessos simbólicos ou discursivos” e reforça que mulheres não são coadjuvantes de suas próprias trajetórias, mas protagonistas.
Confira a íntegra
O IBRADE manifesta apoio público e irrestrito à advogada Danyelle Galvão, nossa associada, profissional cuja trajetória é marcada por excelência acadêmica, experiência na magistratura eleitoral, atuação destacada na advocacia criminal e liderança institucional na defesa do Estado de Direito.
A recente forma como sua atuação foi retratada na imprensa gerou legítima reação da comunidade jurídica nacional, por desconsiderar sua história profissional e reduzir sua imagem a uma narrativa incompatível com a realidade de sua carreira.
A advocacia não aceita retrocessos simbólicos, discursivos ou institucionais. Mulheres não são coadjuvantes de suas próprias trajetórias. São protagonistas.
Repudiamos a tentativa de diminuição da trajetória de nossa associada Danyelle Galvão e respeitamos todas as advogadas que, diariamente, constroem a Justiça com competência, ética e coragem, reafirmando nosso compromisso inegociável com o respeito, a igualdade de oportunidades e a dignidade profissional das mulheres na advocacia.
Respeito às mulheres. Respeito à advocacia. Respeito à democracia.

