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Economia

Inflação fecha novembro abaixo do teto da meta do CMN

Apesar da queda na inflação no último mês, passagens aéreas tiveram aumento de 11,9%

Inflação fecha novembro abaixo do teto da meta do CMN

Em novembro, a inflação registrou um índice de 4,46% no acumulado de 12 meses. O resultado aparece como positivo porque está é a primeira vez desde de setembro de 2024 que a taxa fica abaixo de 4,5%, teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O aumento anual dos preços foi de 3,92%.

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O desempenho, divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta ainda que o Índice de Preços ao Consumido Amplo (IPCA), no mês passado, aumentou de 0,09% em outubro para 0,18%. O resultado é o menor para o mês de novembro desde 2018.

Mesmo com resultados positivos para a inflação no último mês, as expectativas do mercado financeiro é de que a taxa Selic continue no patamar de 15%. O Comitê de Política Monetária (COPOM) se reúne hoje para definir o índice.

Resultados para o consumidor

Os resultados foram pressionados pela alta das passagens aéreas, com aumento de 11,9%. Enquanto isso, o saldo dos alimentos e bebidas teve desaceleração, ficando em -0,01% em novembro. Segundo o veículo OGlobo, o grupo apresentava quedas no índice entre junho e setembro deste ano, porém tinha voltado a subir 0,01% em outubro.

Entre os fatores que mais aliviaram o bolso do consumidor e ajudaram para o resultado geral da economia está a alimentação em domicílio. O grupo registrou o índice de 0,20%, após queda de 0,16% em outubro. Alimentos como o tomate (-10,38%) e o arroz (-2,86%) foram os que tiveram as principais reduções.

Outras influências que impulsionaram as taxas foram a energia elétrica residencial, subindo 1,27%, que segundo o IBGE foi puxada por reajustes tarifários em algumas concessionárias, além da hospedagem, que fica no grupo despesas pessoais. O aumento do subitem pode ser sido impactado pela COP-30, que registrou alta de cerca de 178% em Belém, sede do evento.

Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, os principais resultados positivos são para os itens de higiene pessoal e de alimentação. “O cereal registrou uma trajetória de variações negativas ao longo de todo o ano de 2025, acumulando queda de 25%”.

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