Nos últimos dez dias, o Congresso teve mais quatro motivos para se irritar com o Supremo Tribunal Federal. O mais recente foi a operação da Polícia Federal na liderança do PP na Câmara dos Deputados. Autorizada pelo ministro Flávio Dino, a investigação mira desvios em emendas parlamentares e um de seus alvos foi Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira.
Outro motivo foi a decisão proferida na noite de quinta-feira (11) pelo ministro Alexandre de Moraes, para cassar o mandato de Carla Zambelli, mesmo após a Câmara dos Deputados salvar a bolsonarista.
Poucas horas antes da decisão sobre Zambelli, o deputado federal Gustavo Gayer foi indiciado pela PF por desvio de emenda parlamentar. O processo do parlamentar goiano está no STF, sob relatoria de Moraes, que autorizou busca e apreensão contra o político em outubro de 2024.
No dia 3, Gilmar Mendes suspendeu trechos da Lei do Impeachment e tornou praticamente impossível processar um ministro do STF por crime de responsabilidade. Após sete dias de críticas, principalmente do Senado, Gilmar recuou parcialmente e voltou a permitir que qualquer cidadão, não só o Procurador-Geral da República, peça o afastamento de integrantes da corte.

