Mariângela Fialek, assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), é investigada pela Polícia Federal na Operação Transparência, responsável por apurar suspeitas de desvios de verbas públicas por meio de emendas parlamentares.
Nesta sexta-feira (12), ela foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão em Brasília, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O Supremo já realiza julgamentos relacionados a corrupção de emendas e deve seguir firme nesta questão em 2026, ano de eleições presidenciais.
Ela é investigada de crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. Vale destacar que Arthur Lira não é alvo da operação.
Quem é Mariângela Fialek?
De acordo com o BNews, Fialek é responsável pelo setor de indicação de emendas parlamentares. Além disso, segundo o Uol, ela é funcionária comissionada da Câmara desde 2021 e recebe remuneração bruta de R$ 23,7 mil e líquida de R$ 17,4 mil como assessora na liderança do partido de Lira.
Em seu currículo, ainda de acordo com o Uol, ela já teve experiências pelo Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal, assessora especial de Relações Institucionais do Ministério do Desenvolvimento Regional até 2021, presidente do Conselho Fiscal da PPSA – da Pré Sal Petróleo S.A e integrante do Conselho Fiscal do BNDES.
Na Câmara, ficou mais conhecida quando Lira assumiu a presidência da casa, em 2021, garantindo cargo de chefe da assessoria especial do gabinete da Presidência. Ela seguiu como assessora do deputado até 2024.
No que se refere a seu papel com as emendas parlamentares, em 2023 ela foi conselheira fiscal da estatal utilizada pelo centrão para distribuir as verbas, a Codevasf. O Uol divulgou que ela e a assessora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já controlaram R$ 10 bilhões em emendas.
Fialek também foi a responsável pela liberação de verbas do orçamento secreto, esquema de distribuição de dinheiro público por emendas sem transparência deflagrada em 2022, enquanto Lira era presidente da Câmara.

