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Economia

Saiba quem são as figuras que estão representadas nas moedas do real

Acervo revela as transformações políticas e econômicas do país

Saiba quem são as figuras que estão representadas nas moedas do real

As moedas que circulam no nosso dia a dia carregam muito mais do que valor monetário: elas preservam capítulos essenciais da formação do Brasil. Na segunda família do real, cada peça presta homenagem a uma personalidade histórica, revelando em detalhes, quem moldou os caminhos do país.

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Além dos personagens retratados, cada moeda traz símbolos de fundo que ajudam a contar essa história: elementos que representam navegação, independência, república, literatura, diplomacia e movimentos sociais. As informações são do Banco Central do Brasil.

Moeda de 1 centavo: Pedro Álvares Cabral

Moeda de 1 centavo
Foto: Creative Commons

Em circulação desde 1º de julho de 1998, a moeda de 1 centavo é feita em aço revestido de cobre, possui 17 mm de diâmetro, 2,43 g e 1,65 mm de espessura. No anverso aparece Pedro Álvares Cabral, representado ao lado de uma nau, símbolo das Grandes Navegações. Cabral (1467–1520) foi o capitão-mor da frota que alcançou a costa brasileira em 22 de abril de 1500. O reverso traz o valor, a data e elementos inspirados no Pavilhão Nacional.

Moeda de 5 centavos: Tiradentes

Moeda de 5 centavos
Foto: Creative Commons

Em circulação desde 1º de julho de 1998, a moeda de 5 centavos é produzida em aço revestido de cobre, possui 22 mm de diâmetro, 4,10 g, e 1,65 mm de espessura. No anverso está Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um dos líderes da Inconfidência Mineira. Conhecido por sua atuação pelo ideal de independência e por ser lembrado como mártir da causa republicana. Ao lado de sua efígie aparece o triângulo usado pelos inconfidentes, sobreposto por um pássaro, que representa paz e emancipação. No reverso, surgem o valor, a data de cunhagem e elementos inspirados no Pavilhão Nacional.

Moeda de 10 centavos: Dom Pedro I

Moeda de 10 centavos
Foto: Creative Commons

Em circulação desde 1º de julho de 1998, é produzida em aço revestido de bronze, possui 20 mm de diâmetro, 4,80 g, e 2,23 mm de espessura. O anverso homenageia Dom Pedro I, o primeiro imperador do Brasil e figura central no processo de independência. Sua efígie acompanha uma cena alusiva ao 7 de Setembro de 1822, quando proclamou a Independência às margens do Rio Ipiranga. No reverso, surgem o valor facial, a data de cunhagem e elementos inspirados no Pavilhão Nacional.

Moeda de 25 centavos: Marechal Deodoro da Fonseca

Moeda de 25 centavos
Foto: Creative Commons

Em circulação desde 1º de julho de 1998, é feita em aço revestido de bronze e possui 25 mm de diâmetro, 7,55 g e 2,25 mm de espessura. O anverso traz a efígie de Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, acompanhada das Armas Nacionais. Deodoro foi o proclamador da República, liderando o movimento que, em 15 de novembro de 1889, pôs fim ao Império e inaugurou uma nova forma de governo no país. No reverso, aparecem o valor facial, a data de cunhagem e elementos inspirados no Pavilhão Nacional.

Moeda de 50 centavos: José Maria da Silva Paranhos Júnior

Moeda de 50 centavos
Foto: Creative Commons

Em circulação desde 1º de julho de 1998, a moeda de 50 centavos passou por duas composições: a primeira tiragem, feita em cuproníquel, com 23 mm de diâmetro, 9,25 g e 2,85 mm de espessura; e a segunda, lançada em 24 de junho de 2002, produzida em aço inoxidável, mantendo o mesmo diâmetro e espessura, mas com peso reduzido para 7,81 g. O anverso traz a efígie de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco. Diplomata decisivo para a consolidação das fronteiras brasileiras, Rio Branco é reconhecido como o patrono da diplomacia do país. No reverso, aparecem o valor facial, o ano de cunhagem e os elementos que remetem ao Pavilhão Nacional.

Moeda de 1 real: Efígie da República

Moeda de 1 real
Foto: Creative Commons

Em circulação desde 1º de julho de 1998, a moeda de 1 real foi inicialmente produzida em um compósito bimetálico formado por cuproníquel no núcleo e alpaca no anel, medindo 27 mm de diâmetro, 7,84 g e 1,95 mm de espessura. A partir de 24 de junho de 2002, teve início a segunda tiragem, preservando as mesmas dimensões, mas adotando aço inoxidável no núcleo e aço revestido de bronze no anel, reduzindo o peso para 7,00 g.

O anverso apresenta a Efígie da República, acompanhada de grafismos inspirados na arte indígena marajoara que ornamentam o anel externo. A figura feminina, símbolo tradicional da República desde o século XIX, representa os valores de cidadania, liberdade e identidade nacional. No reverso, estão o valor facial, o ano de cunhagem e elementos alusivos ao Pavilhão Nacional, também adornados pelos desenhos indígenas no anel.

Ao longo da história econômica do Brasil, diversas famílias de moedas circularam antes da consolidação do Real, cada uma refletindo seus contextos políticos, sociais e inflacionários. Da 1ª família do Real passando pelos padrões anteriores como o Cruzeiro Real (1993–1994), o Cruzeiro (em suas três versões, de 1942 a 1993), o Cruzado Novo (1989–1990), o Cruzado (1986–1989), o Cruzeiro Novo (1967–1970) e o primeiro Cruzeiro de 1942, cada um deles trouxe moedas próprias, códigos específicos e estruturas de cunhagem distintas.

A história brasileira explicada. Acompanhe O Brasilianista!