O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia é um dos eventos diplomáticos mais aguardados desta semana. A assinatura está prevista para acontecer neste sábado (20), depois de aproximadamente 26 anos de negociações.
No entanto o evento, que deve ocorrer na cúpula do bloco sul-americano em Foz do Iguaçu (PR), também gera certa preocupação se a assinatura deve realmente acontecer. Conforme explicado pelo O Brasilianista, a decisão final depende de duas votações na Europa.
O tratado precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu, por maioria simples, entre esta terça-feira (16) e quinta-feira (18).
O que está em jogo no tratado?
Se aprovado, o tratado criará uma das maiores áreas de livre-comércio do planeta, integrando uma população estimada de 718 milhões de pessoas e movimentando um PIB combinado de US$ 22 trilhões.
Na prática, a parceria prevê a redução gradual de tarifas de importação e exportação entre dois blocos, abrindo espaço para maior circulação de produtos, aumento da competitividade e ampliação do fluxo comercial.
Porém, de acordo com o g1, a UE pode barrar a medida por temer prejuízos ao setor agrícola dos países-membro europeus. Algumas nações tentam negociar tarifas específicas para esse tipo de produto, o que seria contraditório visto que é um acordo de livre comércio.
Para o Brasil, se a União Europeia rejeitar o tratado, o governo avalia que será necessário reforçar parcerias com outras regiões, especialmente a Ásia.

