O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 30 dias para a Polícia Federal (PF) ouvir dirigentes do Banco Master e do Banco Central (BC) sobre as acusações que pesam contra a instituição financeira e qual o risco do caso para o Sistema Financeiro Nacional. A decisão foi proferida na noite desta segunda-feira (15).
O Brasilianista já mostrou que a PF e Ministério Público Federal (MPF) investigam um esquema que movimentou cerca de R$ 17 bilhões em operações fraudulentas. Daniel Vorcaro, dono do Master, é acusado de usar empresas de fachada e laranjas para vender títulos podres a fundos públicos e privados. Ele chegou a ser preso em 18 de novembro, mas foi solto posteriormente por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O BC afirma que a diretoria do BRB ignorou irregularidades para comprar R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podres do Master. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro do banco público, Dario Oswaldo Garcia Júnior, foram afastados por conta dessas operações.
O esquema usava fundos públicos de servidores e pensionistas para dar legitimidade à emissão de letras financeiras. Essas transações expandiram as suspeitas de fraudes no Distrito Federal para diversos estados, como Rio de Janeiro e Bahia.

