O Ministério da Fazenda anunciou a criação da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite que os brasileiros possam bloquear voluntariamente o próprio acesso a todas as casas de apostas autorizadas no Brasil.
A medida tem como base que o jogo prejudique a saúde emocional e o bolso das pessoas. A ferramenta pode ser encontrada no portal gov.br.
Criada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), para usar, é necessário criar uma conta no gov.br, onde a mesma deve estar no nível prata ou ouro. No aplicativo a pessoa pode escolher por quanto tempo quer ficar bloqueada.
Depois que a autoexclusão é ativada, o CPF do usuário não pode ser usado para novos cadastros em sites de apostas e nem para receber anúncios de jogos. Os sites autorizados são avisados e têm até 72 horas para impedir o acesso da pessoa, conforme divulgou o Ministério da Fazenda.
Além do bloqueio, a plataforma publicou explicações e esclarecimentos para auxiliar o usuário a controlar o vício em apostas online. O site inclui endereços de atendimento de saúde e orientações para proteger a saúde mental e o dinheiro.
O que dizem os dados?
Segundo dados do Ministério da Saúde, publicado em 2025, entre janeiro de 2018 e maio de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) teve 10.553 atendimentos relacionados a transtornos por jogo, 4.316 são de consultas ambulatoriais, realizadas pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
6.237 são os números de atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS).
Pensando globalmente, 46,2% dos adultos e 17,9% dos adolescentes estiveram envolvidos com jogos e apostas online nos últimos 12 meses. Os homens são os que mais participam.
Cerca de 1,41% apresentam comportamento problemático de jogo. Problemas financeiros e sociais afetam cerca de 5,5% das mulheres e 11,9% dos homens.
Além disso, segundo a pesquisa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que aproximadamente 1,2% da população adulta do mundo sofre de transtorno do jogo.

