A votação que decidiria a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública foi adiada para 2026 após impasses entre os líderes da Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada durante reunião nesta última segunda-feira (15), que também resultou no adiamento do projeto de lei antifacção.
Segundo a Agência Câmara, a remarcação estabelecida em consenso pelos líderes surgiu a partir da ideia de que os temas necessitam de mais preocupação para serem analisados. O deputado Lindbergh Farias (RJ), líder do PT, disse que há pontos na PEC que precisam de “correção e de aprimoramento”.
A PEC da Segurança Pública prevê a integração entre todos os mecanismos de segurança do país formando um sistema inspirado no funcionamento do SUS.
O texto ainda passará pela análise de mudanças que foram sugeridas pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), que propõe a criação do Sistema Único de Segurança Pública modifica o projeto original enviado pelo Executivo. A proposta deve ser votada na comissão especial para discursão.
De acordo com análise do G1, o texto da PEC da Segurança Pública ganhou força após a megaoperação das forças policiais do Rio de Janeiro, episódio que marcou o país. A ação deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.

