Gustavo Feliciano é ex-secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba e um dos nomes mais citados nos bastidores de Brasília para assumir o Ministério do Turismo. Paraibano, ele construiu sua trajetória majoritariamente fora do Legislativo, com atuação concentrada na gestão pública e na área de desenvolvimento regional.
Filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da médica Lígia Feliciano, ex-vice-governadora da Paraíba, Gustavo cresceu em um ambiente político, mas seguiu um caminho mais técnico, distante das disputas eleitorais diretas.
Enquanto o pai consolidou carreira no Congresso Nacional e a mãe ocupou cargos no Executivo estadual, ele se destacou nos bastidores da administração pública. As informações são da CNN.
Passagem pela Secretaria de Turismo da Paraíba
Segundo o portal TMC, em 2018, Gustavo Feliciano foi escolhido pelo então governador João Azevêdo (PSB) para comandar a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba.
À frente da pasta, passou a ser responsável por políticas de incentivo ao turismo, estratégias de promoção do estado e articulações voltadas à atração de investimentos privados. Durante sua gestão, o turismo teve foco na geração de emprego, no fortalecimento da cadeia produtiva local e na ampliação da visibilidade da Paraíba no cenário nacional.
Perfil discreto e atuação fora dos holofotes
Ao contrário de muitos quadros políticos cotados para ministérios, Gustavo Feliciano mantém uma presença discreta nas redes sociais. Seus perfis são pouco movimentados e concentram registros pessoais, familiares e memórias do período em que esteve à frente da secretaria estadual.
Entre essas postagens, aparecem referências à sua vida pessoal, como o interesse por futebol, especialmente pelo Corinthians e registros pontuais de sua passagem pelo governo paraibano.
União Brasil e a disputa por espaço no governo
O nome de Gustavo Feliciano ganhou força após a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo. Sabino foi expulso do União Brasil por descumprir a orientação do partido de deixar cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um período de tensão entre a legenda e o Planalto.
Com a reorganização das relações políticas, o União Brasil passou a buscar um nome que pudesse reabrir canais de diálogo com o governo federal sem expor novamente a sigla a desgastes internos. Nesse contexto, Gustavo Feliciano aparece como uma opção considerada mais consensual, por reunir experiência na área do turismo e um perfil menos confrontacional.
Nos bastidores, a avaliação é de que ele poderia funcionar como um elo de reaproximação entre o partido e o Palácio do Planalto, especialmente em um momento de recomposição da base aliada.
Ligação familiar e trânsito político
Embora mantenha atuação discreta, Gustavo Feliciano tem trânsito político facilitado pela trajetória de seus pais. O deputado Damião Feliciano é médico cardiologista, exerce mandato na Câmara dos Deputados e tem atuação destacada em pautas sociais e institucionais.
Já Lígia Feliciano, além de ex-vice-governadora, atualmente ocupa função no Ministério do Desenvolvimento Social, o que amplia o círculo de interlocução da família em Brasília. Apesar disso, aliados afirmam que Gustavo busca se afirmar por sua experiência administrativa, e não apenas pela ligação familiar.
Cotação segue em aberto
A eventual nomeação de Gustavo Feliciano para o Ministério do Turismo ainda depende de negociações políticas e da decisão final do presidente Lula. Até o momento, não há anúncio oficial, mas seu nome segue entre os mais comentados nos bastidores, especialmente como uma alternativa técnica em meio a um cenário político sensível.

