Após o acordo entre Mercosul e União Europeia ter sido adiado mais uma vez na última quinta-feira (18), a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que apoia o tratado, mas com algumas condições. As informações são do g1.
Ainda, de acordo com outra matéria do g1, fontes ouvidas pelas agências de notícias AFP e Reuters destacaram que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen declarou, em reunião, que deseja adiar para janeiro a decisão final. Vale citar que as negociações de um acordo de livre-comércio entre os blocos acontecem há cerca de 26 anos.
Apoio depende de condição relacionada aos agricultores
Em comunicado, Meloni ressaltou a necessidade de escutar questões levantadas por trabalhadores rurais italianos como uma condição para apoiar o acordo. “O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que forem dadas as respostas necessárias aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser resolvido rapidamente”, ela afirmou.
Alguns países europeus, como França e Itália, querem restrições mais evidentes para não prejudicar o setor agrícola das respectivas nações, visto que o acordo pode trazer certo prejuízo para alguns trabalhadores.
Para o Brasil, se a União Europeia rejeitar o tratado, ou restringir comércio desse setor, o governo avalia que será necessário reforçar parcerias com outras regiões, especialmente a Ásia. Conforme explicado pelo O Brasilianista, a decisão final depende de duas votações na Europa.
O que mudaria com o acordo assinado?
Se aprovado, o tratado criará uma das maiores áreas de livre-comércio do planeta, integrando uma população estimada de 718 milhões de pessoas e movimentando um PIB combinado de US$ 22 trilhões, conforme destacado em reportagem da BBC Brasil.
Na prática, a parceria prevê a redução gradual de tarifas de importação e exportação entre dois blocos, abrindo espaço para maior circulação de produtos, aumento da competitividade e ampliação do fluxo comercial.

