O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empossa nesta terça-feira (23) Gustavo Feliciano como novo ministro do Turismo. A nomeação ocorre depois de o União Brasil ter perdido o comando da pasta com a expulsão de Celso Sabino do partido, mas, ainda assim, manter influência sobre o ministério.
A cerimônia está marcada para o Palácio do Planalto e marca um novo momento na relação entre o governo federal e o União Brasil, que havia anunciado rompimento com o Executivo meses atrás, mas voltou a negociar espaços na Esplanada.
Segundo o G1, a indicação de Feliciano foi articulada pela ala governista da bancada do União Brasil na Câmara, que defendeu a manutenção de um representante ligado ao grupo no primeiro escalão.
Rompimento, expulsão e reaproximação política
Celso Sabino foi expulso do União Brasil após descumprir uma decisão partidária que determinava a saída de filiados de cargos no governo Lula. Mesmo após o ultimato, ele optou por permanecer à frente do Ministério do Turismo.
A legenda havia aprovado, em setembro, uma resolução que previa punições disciplinares a integrantes que não deixassem o governo. Entre as sanções, estava a expulsão, aplicada no caso de Sabino.
Apesar do discurso de afastamento, o partido passou a reivindicar a permanência na pasta, o que abriu espaço para uma reaproximação com o Planalto e resultou na escolha de um novo nome ligado ao grupo.
Quem é Gustavo Feliciano?
Gustavo Feliciano está atualmente sem filiação partidária, mas já integrou o União Brasil na Paraíba. No estado, foi terceiro vice-presidente do diretório estadual, comandado pelo senador Efraim Filho. Ele é filho do deputado federal Damião Feliciano e já ocupou o cargo de secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021.
A escolha também levou em conta o apoio de parlamentares da Câmara que integram a base governista do União Brasil e defendiam a continuidade de um representante alinhado ao grupo no ministério.
Apoios e articulações no Congresso
O novo ministro é aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta, que voltou a se aproximar do governo após divergências com Lula sobre o Projeto de Lei Antifacção, em tramitação no Congresso Nacional. Ao comentar a nomeação, Motta afirmou: “Parabéns ao meu amigo e conterrâneo Gustavo Feliciano pelo convite para ser ministro do Turismo. O cargo está com o ministro do estado certo”.
Mesmo após a decisão formal de saída da base governista, o União Brasil manteve influência no Executivo. Foram preservados, por exemplo, os ministros Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional, e Frederico Siqueira, das Comunicações, ambos indicados pelo partido, embora não sejam filiados à sigla.

