Mesmo sem assumir grandes riscos, quem escolheu a renda fixa em 2025 encontrou retornos expressivos. Esse tipo de investimento reúne aplicações em que as regras de ganho são conhecidas com antecedência ou seguem indicadores bem definidos, como a taxa básica de juros ou a inflação.
O principal motivo para esse desempenho foi o nível elevado da taxa Selic, que chegou a 15% ao ano. A Selic é o juro básico da economia brasileira e serve de referência para praticamente todos os investimentos de renda fixa.
Quando ela sobe, os rendimentos dessas aplicações tendem a acompanhar o movimento. As informações são do portal InfoMoney.
Quanto cada aplicação rendeu em 2025?
Entre os investimentos mais conhecidos do público, a poupança continuou sendo a opção menos rentável, apesar de ainda bastante utilizada. Já outros produtos entregaram ganhos bem superiores.
- Poupança: cerca de 6,9% no ano;
- Tesouro IPCA+ (Título que protege contra a inflação): aproximadamente 10,6%;
- LCI a 85% do CDI: em torno de 11,5%;
- Tesouro Prefixado (2032): perto de 12,7%;
- Tesouro Selic: cerca de 13,4%;
- CDBs mais rentáveis: até 15%;
- Debêntures: próximas de 15% a 16%.
Na maioria dos casos, a renda fixa conseguiu superar a inflação.
Tesouro Direto: empréstimo ao governo com juros definidos
O Tesouro Direto é um programa em que pessoas físicas emprestam dinheiro ao governo federal e recebem juros em troca. Ele oferece diferentes tipos de títulos, como:
- Tesouro Selic: acompanha a taxa Selic e é indicado para quem busca segurança e liquidez;
- Tesouro Prefixado: tem taxa fixa definida no momento da compra;
- Tesouro IPCA+: paga a inflação medida pelo IPCA mais um juro adicional.
Em 2025, os títulos prefixados chegaram a oferecer taxas próximas de 15% ao ano em prazos longos. Já os papéis atrelados à inflação garantiram ganhos reais entre 7% e 8% ao ano.
CDBs: investimentos emitidos por bancos
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos por bancos para captar recursos. Em troca, a instituição paga juros ao investidor.
A maioria dos CDBs disponíveis no mercado segue o CDI, taxa muito próxima da Selic. Em 2025, aplicações que pagavam entre 100% e 110% do CDI foram comuns, especialmente em prazos de um ano.
Também houve destaque para:
- CDBs prefixados, com taxas fixas que chegaram a superar 16% ao ano;
- CDBs atrelados à inflação, que combinaram IPCA mais juros adicionais elevados;
- Vale lembrar que os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição.
Debêntures: empréstimos feitos às empresas
As debêntures são títulos emitidos por empresas para financiar projetos ou expandir suas atividades. Ao investir nelas, o aplicador se torna credor da companhia.
Em 2025, as debêntures ligadas à inflação se destacaram, principalmente as chamadas incentivadas, que têm isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Esses papéis chegaram a entregar retornos próximos de 16% no ano.
Já as debêntures comuns, sujeitas à tributação, também apresentaram ganhos elevados, acima de 15% em vários casos, dependendo do tipo de indexador e do risco da empresa emissora.

