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Justiça

Reembolso do caso Banco Master deve ficar para 2026; saiba o motivo

Fundo que protege clientes aguarda informações técnicas para iniciar o pagamento de milhões de pessoas afetadas

Dias Toffoli define datas e nomes que serão ouvidos no inquérito do Banco Master

O processo de encerramento do banco ainda não avançou para uma etapa essencial: a entrega da lista completa de clientes e empresas com direito a ressarcimento ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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Sem essa relação formal, o fundo não consegue dar início aos pagamentos, o que empurra a devolução dos valores para o próximo ano.

Segundo apuração da CNN Brasil, o atraso impede o avanço da maior operação de ressarcimento já conduzida pelo Fundo Garantidor de Créditos, que deverá devolver cerca de R$ 41 bilhões a aproximadamente 1,6 milhão de pessoas físicas e empresas que mantinham depósitos ou investimentos no banco.

O que é o FGC?

O Fundo Garantidor de Créditos funciona como uma espécie de seguro do sistema bancário. Ele entra em ação quando uma instituição financeira quebra ou é liquidada, garantindo a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, somando todos os produtos de cada cliente.

No caso do Banco Master, o FGC já se preparou financeiramente para fazer os pagamentos. O problema não é falta de recursos, mas sim de informação básica: quem são os credores, quanto cada um tem a receber e em quais produtos o dinheiro estava aplicado.

Por que a lista de credores é indispensável?

Para liberar qualquer valor, o fundo precisa receber do liquidante, nome dado ao profissional que encerra oficialmente as atividades do banco, a lista completa de clientes e valores devidos. Sem esse levantamento técnico, não há como iniciar os depósitos.

De acordo com as regras do próprio FGC, depois de receber a lista, o fundo leva cerca de dois dias úteis para começar os pagamentos. Como o documento ainda não foi enviado e o calendário está no fim do ano, não há prazo operacional para concluir o processo em 2025.

O liquidante do Banco Master foi indicado pelo Banco Central do Brasil e pertence à empresa especializada EFB Regimes Especiais, com atuação anterior em outras liquidações bancárias.

Pressão institucional em meio ao atraso

O atraso nos reembolsos ocorre enquanto o Banco Central enfrenta questionamentos em diferentes frentes. A autarquia terá representantes em uma acareação no STF relacionada ao caso e também precisará prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União sobre a condução da liquidação.

A acareação foi marcada pelo Supremo Tribunal Federal para discutir versões conflitantes sobre operações envolvendo o Banco Master, o que ampliou a atenção pública e política sobre o caso.

O que os clientes podem fazer agora?

Mesmo sem o início dos pagamentos, o FGC orienta que os credores façam um cadastro prévio no aplicativo ou no site oficial do fundo.

Esse registro inicial não libera o dinheiro imediatamente, mas agiliza o processo quando a lista oficial for entregue. Somente após a validação dos dados enviados pelo liquidante será possível solicitar o resgate dos valores garantidos.

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