O novo valor de salário mínimo, de R$ 1.621, previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, terá um impacto positivo de R$ 81,7 bilhões na economia. A projeção é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo o InfoMoney, o cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, mesmo com um cenário de restrições fiscais mais rígidas.
61 milhões de brasileiros terão rendimentos influenciados pelo novo salário mínimo
De acordo com o Dieese, desse total, 29,3 milhões de brasileiros são aposentados e pensionistas do INSS, 10 milhões são trabalhadores autônomos, 17 milhões são empregados, 3,9 milhões são empregados domésticos e, por fim, 383 mil empregadores.
Segundo a Agência Brasil, o governo terá o desafio de equilibrar os efeitos positivos do aumento do salário mínimo com o controle das despesas obrigatórias, especialmente, na busca do cumprimento das metas fiscais.
Veja como foi feito o cálculo do reajuste
O reajuste do salário mínimo é feito seguindo a Lei 14.663 de agosto de 2023, que define a correção monetária com base em dois fatores, como a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior e o crescimento do PIB dos dois anos anteriores.
Neste ano de 2026, o INPC teve inflação de 4,18% (no acumulado de dezembro de 2024 e novembro de 2025), e o crescimento do PIB, limitado a 2,5%, no percentual máximo permitido pelo novo regime fiscal. Com isso, o salário mínimo em 2026 terá aumento de R$ 103 reais.
Decreto foi assinado pelo Presidente Lula
Em 24 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que oficializou o reajuste de 6,79% no salário mínimo. Esse novo valor representa o valor diário mínimo de R$ 54,04 e o valor horário de R$ 7,37.
Esse valor representa uma evolução. Segundo o gov.br, em 2022, o salário mínimo era de R$ 1.212, e com a regras da Política de Valorização, em 2026, o valor avança para R$ 1.621.

