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Economia

Municípios não pagarão R$ 504 bi em dívidas ao INSS, apesar do rombo

Aprovação de PEC em setembro reduziu a arrecadação da Previdência Social

Municípios não pagarão R$ 504 bi em dívidas ao INSS, apesar do rombo

Mesmo com um rombo bilionário nas contas, o Instituto Nacional da Previdência Social (INSS) concedeu um desconto de aproximadamente R$ 504 bilhões em dívidas com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), pelos próximos 30 anos.

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O “desconto” da dívida ocorre após a aprovação da PEC 66/2023, aprovada no Congresso e regulamentada em setembro deste ano. De acordo com o UOL, os municípios terão descontos de 40% nas multas e 80% nos juros de mora (por atraso no pagamento).

Entenda mais sobre a PEC 66/2023

O texto ficou conhecido como a “PEC dos Precatórios”, e consiste na concessão de uma série de benefícios às cidades que devem ao RGPS. Segundo o UOL, as parcelas da dívida poderão ser pagas em 25 anos e não terá corte de juros, multas ou correção monetária. 

A medida também mudou as regras para pagamentos de dívidas judiciais. Conforme publicamos aqui no O Brasilianista, em 1º de janeiro de cada ano, quando o total de débitos pendentes corresponder a até 15% da receita corrente líquida (RCL) do exercício anterior, o ente federativo poderá quitar títulos que somem até 1% da receita. 

PEC deve trazer até 1,5 tri em 30 anos para prefeituras

Antes da emenda, as dívidas municipais deveriam ser quitadas até 2029. Com a aprovação da nova PEC, o prazo de pagamento será calculado com base no valor atrasado e reavaliado a cada 10 anos.

Os juros também mudaram. Antes, a taxa Selic era a base de cálculos. Atualmente, com a nova PEC, é utilizado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o principal indicador de inflação do Brasil.

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