Para quem utiliza o cartão de crédito, algumas atitudes que parecem simples podem colocar sua saúde financeira em risco, como atrasar o pagamento da fatura. Mesmo que por poucos dias, o valor cai no conhecido como crédito rotativo, um dos principais causadores da inadimplência no Brasil, segundo o SPC Brasil.
Essa é uma modalidade de financiamento que existe entre as instituições financeiras para aqueles que não conseguem pagar o valor total da fatura no mês e optam por adiá-la até a fatura do mês seguinte.
Funciona assim: uma pessoa só consegue pagar R$ 1000 em uma fatura de R$ 2000 e, então, decide pagar o valor restante depois; então, o banco aplica juros rotativos no valor remanescente até que a dívida seja quitada.
O grande problema relacionado ao crédito rotativo é a taxa de juros compostos. Isso porque os valores aplicados no mercado são significativamente altos, o que pode prejudicar financeiramente os inadimplentes que desejam pagar o débito.
No entanto, a Lei do Desenrola Brasil (Lei Nº 14.690, de 3 de outubro de 2023) estabelece que o valor da dívida não pode ultrapassar 100% do valor original. Ou seja, se a dívida era de R$ 100, o montante a pagar deve ser de até, no máximo, R$ 100.
Vale lembrar que cair no rotativo abaixa o score bancário, que é um indicador para as instituições financeiras sobre seus hábitos financeiros. Um baixo score causado por inadimplência pode ocasionar em impossibilidade de conseguir empréstimos, aumento de limite e benefícios bancários até mesmo em outras instituições.
Como evitar cair no rotativo do cartão de crédito?
A principal dica para evitar o rotativo é ficar de olho nas datas de vencimento das faturas e definir alertas para pagar antes desse momento.
Além disso, realizar um bom planejamento financeiro, com orçamento definido, ajuda a criar limites para o uso do cartão de crédito sem prejudicar o bolso.
Em casos nos quais o atraso é necessário, os juros de parcelar a fatura do cartão costumam ser mais baixos do que cair no rotativo.

