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Política

Presidente da CNI critica que a ideologia política prejudica a questão fiscal do país: “Quem paga a conta?”

Ele reiterou que não dá mais para conviver entre “nós e eles”

Presidente da CNI critica que a ideologia política prejudica a questão fiscal do país: “Quem paga a conta?”

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), criticou o aumento da carga tributária no Brasil e indicou que a ideologia política está prejudicando a economia do país. As declarações foram realizadas em um vídeo publicado em suas redes sociais na última segunda-feira (29).

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Ele reiterou que não dá mais para conviver entre “nós e eles”. “Não dá mais para que ideologia política se sobressaia ao interesse maior e ao interesse do país. Essa é a colocação, nós precisamos estar atentos, precisamos nos unir. Nós somos um país heterogêneo, nós somos um país com diferenças sociais marcantes, com diferenças regionais relevantes, e que nós só vamos construir isso entendendo e tratando de forma harmônica”, disse.

Alban ainda comentou que o fim da escala 6×1 de jornada no Brasil não é sustentável no momento econômico atual, apesar de concordar com uma redução da carga horária.

“Nós estamos falando de um Custo Brasil que é absurdo, dentre eles, juros e energia. […] Nós estamos falando de um déficit público que é preocupante, o maior déficit nominal que o Brasil teve foi esse ano, e as despesas públicas são basicamente fora de pessoal. Como é que nós vamos dividir esse custo de 6×1, que estão querendo transformar para 4×2? Quem vai pagar essa conta?”, afirmou.

Para ele, será necessário enfrentar em 2026 o programa fiscal e a estrutura política “cada vez mais complexa e pesada”. O presidente do CNI destacou que o setor produtivo, a indústria brasileira, não deixará de se posicionar ao longo do ano que vem.

“Não existe, em nenhuma economia do mundo, um crescimento econômico sustentável sem o forçado de crescimento da sua indústria. […] A indústria é a mola propulsora. Ela é a catalisadora de tudo. Então, a indústria não será deixada de lado”, alegou Alban.

Ricardo Alban ainda criticou o populismo e a falta de compromisso com com o que chamou de “racionalidade dos gastos dos Três Poderes”. Veja na íntegra:

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