O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Filipe Barros (PL-PR), afirmou neste sábado (3) que vai encaminhar um ofício de congratulações ao governo dos Estados Unidos pela operação militar que, segundo o presidente norte-americano Donald Trump, resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa. Para Barros, a ofensiva representa uma resposta legítima ao que ele classificou como um “regime de terror” instalado no país vizinho.
Em publicação feita na rede social X, o deputado celebrou a ação norte-americana e associou o episódio ao início de um novo momento para a Venezuela. “O narcoregime de terror que Maduro vem plantando há anos colhe hoje a reação necessária (e louvável) de @realDonaldTrump. Tenho certeza que este 3 de janeiro é um novo dia da independência para o povo da Venezuela”, escreveu. Barros também fez um alerta ao governo brasileiro: “Sigamos vigilantes para que Lula não acolha um ditador em território nacional”.
Mais cedo, Trump declarou na rede Truth Social que forças dos Estados Unidos realizaram uma operação de grande escala na Venezuela, culminando na captura de Maduro e de sua esposa, que teriam sido retirados do país por via aérea. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro”, afirmou o presidente norte-americano, acrescentando que uma coletiva de imprensa ainda neste sábado detalharia a operação.
O destino de Maduro não foi informado. Ao longo da manhã, relatos de explosões e intensa movimentação militar em Caracas circularam nas redes sociais, em meio à escalada de tensões entre Washington e Caracas. Nos últimos dias, Trump já havia anunciado o envio de uma frota de navios de guerra ao Caribe, sinalizando um endurecimento da postura dos EUA.
A ofensiva marca uma escalada sem precedentes no confronto entre os dois países. Trump acusa Maduro de comandar uma ampla rede internacional de narcotráfico, acusações reiteradamente negadas pelo governo venezuelano. Caracas, por sua vez, sustenta que os Estados Unidos buscam derrubar o regime para assumir o controle das vastas reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo.

