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Economia

Inflação: saiba quais itens lideraram as altas e as quedas de preços em 2025

As expectativas para o ano apontavam um cenário econômico desafiador

Inflação: saiba quais itens lideraram as altas e as quedas de preços em 2025

Levantamento do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) apontou quais foram os produtos que tiveram maior queda e maior alta de preços durante o ano de 2025. Entre as reduções, o destaque aparece em itens como leite, frutas e arroz. Em contrapartida, o preço da energia elétrica apresentou um dos maiores aumentos no período.

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No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) terminou o ano com variação de 4,41%. O índice desacelerou cerca de 0,30 ponto percentual em relação a 2024, quando o resultado foi de 4,71%.

Aumento na energia elétrica

A habitação aparece como o grupo que registrou o maior aumento nos preços durante o ano, com alta de 6,69%. O subitem energia elétrica residencial foi o principal responsável pela elevação, com alta acumulada de 11,95% durante o período, além de ter sido o item com maior impacto individual.

Além disso, terminaram o ano com aumento nos valores os grupos de Educação, com 6,26%, e Despesas pessoais, com alta de 5,86%. Os resultados apontam queda apenas para o segmento de Artigos de residência, que teve diminuição de 0,1%.

Segundo o IBGE, fazem parte dos itens que mais ficaram caros ao longo do ano o transporte por aplicativo, com 45,38% e joias, com 27,04% de alta.

Destaques da alimentação

Em 2025, o segundo grupo que mais subiu foi o de Alimentação e bebidas, com aumento de 3,57%. O pimentão registrou alta de 29,93% nos preços, considerada uma das mais elevadas do ano inteiro.

No setor de Alimentação, a refeição fechou o ano com aumento de 6,25%; o lanche, com alta de 11,34%, o café moído, com 41,84%; e as carnes, com alta de 2,09%. Já o arroz, com -26,04%, o leite longa-vida, com -10,42% e a batata-inglesa, com -27,70%, chegaram à mesa brasileira mais baratos.

As expectativas negativas para 2025

Segundo matéria do G1, as expectativas para o ano de 2025 apontavam um cenário econômico desafiador. A projeção estava relacionada, principalmente, às ameaças de aumento de tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz, a preocupação girava em torno do Banco Central (BC), já que o mercado temia que a inflação não fosse contida. “No final do ano passado estávamos em um clima bem pessimista para os indicadores econômicos. Tudo isso aumentou o pessimismo no mercado. Mas, aí, coisas boas aconteceram”, diz.

Um dos movimentos apontados que podem ter ajudado na estabilização da inflação está relacionado ao cenário nos Estados Unidos. As políticas comerciais no país americano e o nível de juros deixaram investidores mais cautelosos, o que abriu espaço para a entrada de recursos no mercado brasileiro.

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