O preço do petróleo amanheceu em queda nesta segunda-feira (05), em um cenário de instabilidade ao longo do fim de semana. O movimento reflete a reação do mercado à ofensiva dos Estados Unidos (EUA) na Venezuela, realizada no último sábado (03), que elevou tensões geopolíticas em todo o mundo.
Os últimos dias foram marcados por oscilações diante da votação da OPEP+ para manter a produção inalterada. Segundo a CBN, os contratos futuros do petróleo Brent caíram 0,8%, para US$ 60,26 o barril. Já o STOXX (.STOXX), que reúne grandes empresas europeias, apresentou aumento de 0,5%.
Além disso, o índice que representa ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão (.MIAPJ0000PUS), teve aumento de 1,3%, atingindo recorde histórico. Os futuros contratos dos Estados Unidos, como S&P 500, ganharam 0,2% antes de uma semana repleta de divulgações de dados econômicos.
Possível reversão
A instabilidade no mercado também apresenta a expectativa de recuperação por parte de estrategistas. No último domingo (04), os dados mostraram que o petróleo bruto dos EUA (WTI) havia subido 0,12%, para US$ 57,38 por barril. O barril Brent, referência global, avançou 0,13 centavos, ou 0,21%, para US$ 60,89 por barril, segundo informações do InfoMoney.
Segundo o CEO da Fibonacci Asset Management Global em Singapura, Jung In Yun, a captura de Nicolas Maduro pode gerar um momento de incertezas nos mercados asiáticos, influenciado principalmente pelo aumento dos preços do petróleo e elevação do prêmio de risco geopolítico. Apesar disso, ele afirma que essa movimentação não é vista como permanente e, por isso, deve ter um impacto de pouca duração.

