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Geopolítica

ONU convoca reunião de emergência após ação militar dos EUA na Venezuela

Encontro internacional deve discutir impacto de ofensiva estrangeira, críticas diplomáticas e denúncias de violação de normas globais

Conheçam nomes que assumem espaço no poder venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) vai se reunir em caráter emergencial na próxima segunda-feira para tratar da ofensiva dos Estados Unidos em território venezuelano. A convocação ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, durante uma operação militar conduzida por forças norte-americanas.

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A informação foi confirmada pela presidência do Conselho, atualmente exercida pela Somália. O encontro está previsto para as 12h, no horário de Brasília, e contará com o apoio de países membros do colegiado.

De acordo com a CNN Brasil, a iniciativa amplia a pressão diplomática em torno do episódio, que elevou a tensão internacional e reacendeu o debate sobre respeito às normas do direito internacional.

Escalada militar e reação internacional

A operação dos Estados Unidos foi realizada após meses de ameaças e medidas de pressão contra o governo venezuelano. No sábado, forças militares americanas entraram em Caracas e detiveram o chefe de Estado do país sul-americano.

Diante do avanço militar, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com o cenário. Em nota divulgada por seu porta-voz, ele afirmou estar profundamente alarmado com a intensificação do conflito.

“Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, afirmou na nota.

Alerta sobre violação do direito internacional

No mesmo comunicado, Guterres reforçou a necessidade de cumprimento das normas internacionais. “O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito – por todos – ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas”, acrescentou.

Segundo ele, o caminho para a superação da crise passa pelo diálogo. O secretário-geral pediu que todas as partes envolvidas busquem uma solução política, com atenção aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela e acusações formais

Também no sábado, a representação venezuelana na ONU enviou uma carta ao presidente do Conselho de Segurança em janeiro, Abukar Dahir Osman. No documento, o governo de Caracas condenou os ataques armados promovidos pelos Estados Unidos, classificados como “brutais, injustificados e unilaterais”.

A carta apresentou quatro pedidos principais: a convocação imediata do Conselho, uma condenação formal da ofensiva, a interrupção dos ataques militares e a adoção de medidas para responsabilizar Washington por “crime de agressão”.

O texto relata bombardeios a alvos civis e militares em Caracas e em cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além do uso de helicópteros e aeronaves em outras regiões do país. Ainda segundo o documento, a ofensiva teria como objetivo derrubar o governo vigente e impor um comando alinhado aos interesses externos.

A reunião de emergência conta com o apoio da Colômbia, membro não permanente do Conselho, e da Rússia, integrante permanente do órgão.

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