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Economia

Indexação: saiba o que é e por que ela dificulta o controle da inflação

O principal objetivo é controlar o aumento dos preços de produtos e serviços

Indexação: saiba o que é e por que ela dificulta o controle da inflação

Todos os anos, os preços de vários itens sofrem alterações com base em índices econômicos, como aluguéis, mensalidades e contratos de serviços. O mecanismo responsável por determinar essas mudanças é a indexação, que atrela o valor das coisas a um determinado indicador econômico.

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Esse modelo tem o principal objetivo de controlar o aumento dos preços de produtos e serviços, garantindo que a população não tenha o seu poder de compra reduzido pela inflação. Como exemplo, podem ser citados os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que são utilizados como indexador em contratos futuros.

Surgimento

Em 1960, a indexação foi criada com o intuito de corrigir monetariamente títulos públicos a partir de índices definidos pelo Conselho Nacional de Economia, órgão responsável, à época, por decisões econômicas. No final da década de 1970 a indexação passou a ser utilizada em outros índices.

Segundo o Bora Investir, a adoção da indexação trouxe para o cenário uma grande preocupação: a hiperinflação. Em 1980, o modelo de controle passou a alimentar um ciclo de aumentos contínuos e autossustentados de preços, diante do aumento de empregos e da alta demanda no mercado, o que elevou a inflação

Espiral inflacionário

Para conter a chamada espiral inflacionário, seis anos depois, o então presidente José Sarney decidiu congelar os preços. A medida buscava frear os reajustes automáticos, mas acabou gerando distorções na economia e, pouco tempo depois, foi preciso pensar em outras maneiras de conter a inflação.

Diante das dificuldades, o congelamento precisou ser revertido cerca de um ano depois. O modelo não deu certo porque a fixação de valores não foi aceita por muitos produtores, que se negaram a vender os seus produtos com base nos preços estabelecidos, o que gerou um grande esvaziamento nas prateleiras dos supermercados.

Ao longo do restante do governo Sarney, outras estratégias econômicas foram adotadas na tentativa de conter a hiperinflação, como o Plano Cruzado II, Plano Bresser e Plano Verão. Apesar das mudanças, nenhuma das iniciativas teve a capacidade de estabilizar os preços por muito tempo.

Saída para a indexação

Países que têm inflação baixa, próxima dos 2% ao ano, já possuem economia estável e não precisam utilizar a indexação. No Brasil, não há um número exato de contratos de indexação, contudo, especialistas afirmam que a quantidade é relativamente pequena e, por isso, não apresenta um risco.

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