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Economia

Alckmin avalia impacto da crise venezuelana e descarta ameaça ao petróleo brasileiro

Vice-presidente afirma que o país vizinho tem peso limitado nas trocas comerciais e que o setor energético segue com perspectivas favoráveis

Alckmin destaca atuação de Lewandowski após saída do Ministério da Justiça

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, na última terça-feira (06), que a situação enfrentada pela Venezuela não representa um risco relevante para as exportações brasileiras de petróleo. A declaração foi dada ao comentar possíveis mudanças no cenário internacional do setor energético.

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Alckmin foi questionado sobre a hipótese de uma retomada da produção venezuelana e seus efeitos sobre mercados atualmente atendidos pelo Brasil, como o dos Estados Unidos. Na avaliação do vice-presidente, esse movimento não ocorreria de forma imediata nem simples.

Segundo informações da CNN Brasil, ele destacou que, apesar das grandes reservas do país vizinho, a recuperação da capacidade produtiva exigiria tempo e recursos expressivos. “Essas coisas não são feitas em 24 horas, você precisa ter investimento. Claro que preço de barril de petróleo é geopolítica. Estamos otimistas. O petróleo é o primeiro item da pauta de exportação brasileira e deve ter um aumento este ano, devido ao pré-sal”, disse.

Retomada depende de fatores estruturais

Especialistas avaliam que o petróleo venezuelano até pode voltar gradualmente ao mercado internacional caso haja flexibilização de sanções. No entanto, uma recuperação consistente depende de condições como estabilidade política, segurança jurídica e investimentos contínuos, pontos ainda considerados incertos.

Ao tratar do impacto direto da crise venezuelana sobre o Brasil, Alckmin afirmou que o país tem participação reduzida no comércio exterior brasileiro. De acordo com dados oficiais, a Venezuela responde atualmente por menos de 0,3% da corrente de comércio do Brasil.

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