Em todos os investimentos, a principal preocupação é avaliar qual é o risco que o ativo pode apresentar. No caso de investidores estrangeiros, um dos principais indicadores é o Risco-País, que mede o grau de instabilidade econômica de uma nação e reflete os possíveis riscos.
O modelo foi utilizado pela primeira vez em 1990, quando o banco J.P.Morgan viu a necessidade de criar um mecanismo para medir os riscos diante do crescimento de pessoas com interesse em investir em mercados internacionais. O interesse era principalmente em títulos soberanos.
O Risco-País utiliza como base para diagnosticar uma nação diversos índices econômicos, como a situação fiscal e a capacidade de produção do país, conforme a XP. Além disso, são apuradas questões políticas atuais, um processo de impeachment, por exemplo, pode significar instabilidade.
Como o risco é análisado?
Um dos principais índices que mede o Risco-País é o Emerging Markets Bond Index Plus, que na tradução para o português quer dizer Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes. Para ser definido, o índice compara títulos das dívidas do país em questão com os títulos dos Estados Unidos, considerados os mais seguros do mercado, para avaliar o desempenho econômico e o nível de confiança dos investidores.
Outra metodologia utilizada é o Credit Default Swap (CDS), chamado também de Permuta de Inadimplência de Crédito. Esse mecanismo é uma espécie de seguro para investidores que receiam possíveis prejuízos ao aplicar em outros países. Quanto maior for a procura por esse serviço para determinado país, maior será identificado um Risco-País.
Impactos do indicador na economia dos países
A falta de investimento não é o único ponto negativo que um Risco-País causa em uma potência. Ser visto como um país instável e com o nível do índice alto obriga o governo a pagar juros maiores aos investidores, segundo o Politize. A ação poder resultar no aumento da Taxa Selic e trará uma série de outros problemas econômicos.
As incertezas podem resultar também em um maior custo de capital, já que os governos e empresas passam a enfrentar dificuldades para obter empréstimos no exterior. Com a percepção de risco elevada, investidores exigem juros mais altos, o que encarece o financiamento e pode impedir o crescimento econômico.

