A nova ferramenta do Banco Central que bloqueia a abertura de contas, o BC Protege+, alcançou a marca de 545 mil usuários desde o seu lançamento, em 1º de dezembro, até a última terça-feira (06). As informações são do O Globo.
Dados divulgados pela autarquia confirmaram que as instituições financeiras consultaram o sistema aproximadamente 33 milhões de vezes antes de abrir novas contas. Das tentativas, 111 mil foram barradas pelos titulares com a proteção ativada.
O serviço permite que pessoas e empresas comuniquem ao sistema financeiro que não desejam a abertura de conta ou sua inclusão como titular ou representante em contas.
O principal objetivo é evitar golpes e fraudes de identidade com a criação de contas sem o consentimento do cidadão. Segundo o BC, a proteção se aplica a contas de depósitos à vista, contas de depósitos de poupança e contas de pagamento pré-pagas. Ela vale também para todas as novas aberturas, incluindo na mesma instituição ou conglomerado que o CPF ou o CNPJ já tenha conta.
Como funciona o BC Protege+?
O modelo funciona como um bloqueio das operações de abertura de conta e movimentação da titularidade. Para isso, o interessado deve solicitar esse bloqueio no sistema do BC. A opção fica registrada pelo cidadão no BC Protege+ e, antes da abertura da conta ou da inclusão de titular ou representante, os bancos devem consultar o sistema para saber se a proteção está ativada ou desativada.
Se a proteção estiver ativada, a instituição financeira não pode abrir a conta nem incluir o correntista como titular ou representante numa conta. Nesse caso, o banco enviará uma notificação ao cliente, que deve desativar o serviço se desejar seguir com a operação.
O cidadão ainda consegue ver quais instituições financeiras consultaram seu CPF ou CNPJ e o motivo ao acessar a área “Histórico de Consultas”.

