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Política

Inquérito da PF sobre INSS cita Lulinha; veja menções

O filho do presidente foi mencionado por uma testemunha do caso

Inquérito da PF sobre INSS cita Lulinha; veja menções

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aparece em provas reunidas na investigação sobre o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir desses indícios, a Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigaria se ele agiu como sócio oculto do Careca do INSS, em entidades suspeitas de realizar descontos ilegais em benefícios previdenciários.

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Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, é apontado pela Justiça como um dos principais responsáveis por desvios que somam cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados, entre 2019 e 2024. Segundo a PF, associações que diziam oferecer serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com o intuito de descontar mensalmente benefícios do INSS.

De acordo com o Estadão, o filho do presidente foi citado em conversas no WhatsApp, passagens aéreas, anotações, bem como foi mencionado no depoimento de uma testemunha do caso.

Mesmo voo

Como já noticiado por O Brasilianista, a PF obteve um documento que indica que Lulinha e o Careca do INSS estiveram no mesmo voo, na primeira classe, em 8 de novembro de 2024, com saída do Aeroporto de Guarulhos, com destino para Lisboa, Portugal. Segundo os registros, Antunes ocupava o assento 3A e Lulinha estava no assento 6J.

Em depoimento, o ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, Edson Claro, afirmou que essa ida a Portugal não teria sido a primeira ocasião em que os dois viajaram juntos. A mesma testemunha relatou a existência de outra relação importante entre os investigados.

Possível recebimento de “mesada”

O ex-funcionário afirmou que Lulinha recebia mensalmente uma quantia que ficava em torno de R$ 300 mil do Careca do INSS. Além dessa espécie de “mesada”, também teria ocorrido um pagamento único de R$ 25 milhões ao filho do presidente.

Mensagens

Outra possível prova apontada pela PF são conversas de Whatsapp entre o Careca do INSS e a empresária Roberta Luchsinger. A nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro de 2025, localizou mensagens no celular da empresária em que Antunes fazia referência a “o filho do rapaz”, codinome que, segundo os investigadores, pode se referir a Lulinha.

A empresária, que recebeu R$ 1,5 milhão em pagamentos relacionados a um contrato de consultoria com o Careca do INSS, é apontada como suposta intermediária na comunicação entre os dois investigados. Contudo, ainda não foram encontradas provas concretas dessa intermediação de Luchsinger.

Os advogados de Roberta Luchsinger afirmaram que ela manteve conversas com Antônio Camilo apenas para tratar de assuntos relacionados ao canabidiol (CBD). “As conversas se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar. Nenhum contrato público foi jamais celebrado e nem mesmo negociado”, diz a nota.

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