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Economia

TCU suspende fiscalização no Banco Central sobre liquidação do Master

Decisão interrompe apuração recém-autorizada e abre caminho para definição conjunta de critérios técnicos de análise

Dinheiro emprestado pelo Master a empresas foi aportado na Reag

O Tribunal de Contas da União decidiu suspender o processo de inspeção que havia autorizado para apurar a atuação do Banco Central no caso envolvendo o Banco Master. A medida foi tomada poucos dias após a liberação da fiscalização e altera o curso da apuração sobre a liquidação da instituição financeira.

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A suspensão ocorre para que o TCU e o Banco Central definam, em conjunto, um método específico de análise do processo de liquidação. A avaliação busca permitir o exercício do controle externo sem comprometer o sigilo bancário, considerado um ponto sensível nesse tipo de investigação.

Segundo o G1, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, explicou ao Jornal Nacional que a decisão não representa recuo definitivo, mas uma pausa técnica para estruturar os procedimentos de análise. Ele afirmou que o tribunal mantém o dever constitucional de fiscalizar, desde que respeitadas as normas legais.

Decisão ocorre após questionamentos iniciais

A inspeção havia sido autorizada na sexta-feira anterior à suspensão. O relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, avaliou que faltavam documentos para embasar as explicações apresentadas pelo Banco Central sobre a liquidação do conglomerado financeiro.

Diante dessa avaliação preliminar, o relator chegou a indicar a possibilidade de adoção de medidas cautelares, incluindo eventual bloqueio da venda de ativos do Banco Master, até que houvesse maior clareza sobre o processo.

Em entrevista por telefone, Vital do Rêgo reforçou que o objetivo do tribunal não é reverter a liquidação, mas compreender os fundamentos que levaram o Banco Central a adotar essa decisão extrema no âmbito do sistema financeiro.

Crise de liquidez levou à liquidação

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada em novembro de 2025, após a constatação de uma crise prolongada de liquidez. A instituição não dispunha de recursos suficientes para honrar compromissos básicos, como pagamentos a clientes e investidores.

O Banco Central também identificou descumprimentos reiterados de normas prudenciais. Entre eles, a falta de manutenção dos recolhimentos compulsórios obrigatórios. No momento da liquidação, os depósitos do banco somavam R$ 22,9 milhões, valor inferior a 1% do exigido pela autoridade monetária.

Nos dias seguintes à decisão, entidades do setor financeiro, associações de bancos, economistas e ex-dirigentes do Banco Central manifestaram apoio à independência da instituição e à condução do processo.

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