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Geopolítica

Sinal da Itália pode definir destino do acordo entre a União Europeia e o Mercosul

O apoio do país é considerado fundamental para a ratificação

Sinal da Itália pode definir destino do acordo entre a União Europeia e o Mercosul

O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul pode estar mais próximo de ser fechado do que nunca. A Itália, país que resistia fortemente a aliança, deu uma sinalização de apoio, durante nova reunião do bloco econômico para deliberar sobre o tratado.

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Até o início desta semana, a Itália e a França manifestavam discordância em relação à assinatura do acordo por temerem prejuízos no setor agrícola. Contudo, em novo posicionamento, Roma informou que o país deve se posicionar favoravelmente, segundo o G1.

“Sem a Itália, que é um país populoso, fica muito difícil atingir esse patamar. Se ela se alinhar à França, o acordo pode sofrer um revés. Por outro lado, caso fique ao lado de Alemanha e Espanha, o tratado fica praticamente aprovado na UE”, afirmou.

O apoio do país é considerado fundamental para a ratificação, já que o acordo, para ser aprovado, necessita do apoio de países que representem ao menos 65% da população do bloco, como é o caso da Itália. Além disso, a aprovação exige voto favorável de pelo menos 15 integrantes da União Europeia.

França continua em oposição

Segundo informações já noticiadas pelo O Brasilianista, o acordo ainda sofre com a rejeição da França. Em último comunicado, divulgado nesta quinta-feira (08), o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país votará contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

Além disso, a ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, que desaprova o pacto, afirmou que, mesmo que a maioria seja favorável à assinatura, o país continuará lutando para impedir a aprovação no Parlamento Europeu. Além da França, Irlanda, Hungria e Polônia se posicionam contra.

Apoios

Os principais apoiadores da aliança com o Mercosul são Alemanha e Espanha, sob a justificativa de que o pacto pode ajudar a amenizar os impactos econômicos gerados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos europeus.

Além disso, os países que são a favor esperam reduzir a dependência da China. As expectativas econômicas também estão voltadas para a abertura de mercado, estratégia considerada importante para o aumento das exportações em todo o mundo.

“Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, disse o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

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