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Justiça

Dinheiro emprestado pelo Master a empresas foi aportado na Reag

Há suspeita de que a instituição financeira simulou as operações para aportar dinheiro em fundos da companhia investigada por supostamente lavar dinheiro para o PCC

Dinheiro emprestado pelo Master a empresas foi aportado na Reag

Investigadores do caso do Banco Master afirmam que a instituição financeira usou empresas pra simular empréstimos e aportar dinheiro na Reag, companhia investigada por supostamente lavar dinheiro para o PCC. As informações são da Folha de S.Paulo.

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A Brain Realty Consultoria e Participações tomou um empréstimo de quase R$ 460 milhões do
banco de Daniel Vorcaro e aplicou esse dinheiro em fundos da Reag. Quatro meses antes de conseguir o empréstimo, a companhia aumentou seu capital social de R$ 100 para R$ 2,2 milhões.

A reunião que formalizou o aumento de capital da Brain foi presidida por João Carlos Mansur, fundador da Reag, segundo a ata do encontro. Mansur deixou a Reag depois da operação Carbono Oculto, que investiga o uso de fundos pelo PCC para lavagem de dinheiro.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Reag aparece diversas vezes na teia de empresas usadas pelo Master, seja por meio de ex-funcionários ou graças relações societárias. Por exemplo, a presidente da Brain Realty Consultoria e Participações Imobiliárias S.A. é Marisa Nassar, ex-funcionária da Reag.

A Reag aparece novamente graças a Leonardo Donato, que tem seu nome registrado em cadastros fiscais como representante legal da I9, empresa controlada pela Brain, e como administrador da Blum Capital Partners, que tem participação na Reag Asset Management.

O Brasilianista já mostrou que o Banco Master é investigado por suspeita de vender títulos podres, inclusive ao BRB, e camuflar um rombo de R$ 12 bilhões com manobras contábeis envolvendo fundos públicos de pensionistas.