O Brasil deve se endividar até quase 90% do PIB nos próximos seis anos, de acordo com novas estimativas do Tesouro Nacional para a dívida pública brasileira. As informações são da Reuters, divulgadas pelo InfoMoney.
Para o final de 2026, o Tesouro estima que a dívida bruta aumente para 83,6% do Produto Interno Bruto (PIB), chegando a 88,6% do PIB em 2032. Em seguida, a projeção é de que a inadimplência do governo caia sutilmente.
A secretaria explicou que a tendência de piora acontece devido ao nível dos juros nominais, que seguem pressionando a dívida nos anos seguintes. Atualmente, a Selic opera a 15% ao ano, um dos patamares mais altos da história, e não há previsão concreta de redução das taxas.
Isso, segundo o Tesouro, enfraquece as expectativas de resultados primários positivos, apesar de serem determinantes para uma trajetória de queda da dívida bruta no médio prazo.
Vale lembrar que o valor da Selic influencia o pagamento dos investidores de títulos públicos. Ou seja, aqueles que aplicaram em algum título do Tesouro Direto com rendimento atrelado à Selic precisa ter seu rendimento até o final do período acordado. Se a taxa básica de juros estiver elevada, o governo precisa se endividar mais para garantir um retorno seguro.

