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Geopolítica

Se Trump avançar, quem assume o petróleo da Venezuela?

A estratégia é vender o recurso mineral energético venezuelano para o mercado internacional

Se Trump avançar, quem assume o petróleo da Venezuela?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro desde o início de suas sanções — entre elas, a prisão de Nicolás Maduro — que também tinha o olhar voltado para o setor petrolífero da Venezuela, país considerado um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

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A estratégia anunciada é vender o petróleo venezuelano para o mercado internacional, mas a iniciativa levanta dúvidas sobre quais países estarão dispostos a fazer a compra, diante dos embates políticos e econômicos acerca das últimas ações de Donald Trump.

De acordo com análise da CNN, a venda do recurso para a China, um dos mais importantes compradores de petróleo do país, pode diminuir drasticamente ou chegar ao fim. Especialistas do mercado apontam que o país já alcançou ou vai alcançar o “pico do petróleo”.

Segundo o vice-presidente de pesquisa de mercado de commodities da empresa de energia Rystad, Janiv Shah, a China recebe diariamente por volta de 400 mil a 500 mil barris de petróleo da Venezuela. Além disso, esta não é a única importação de combustível fóssil do país.

Transição energética

Especialistas apontam que as intervenções dos EUA no petróleo da Venezuela podem incentivar a China a aumentar suas ações de independência energética. Atualmente, uma das ações do país é o investimento na construção de usinas nucleares.

Segundo o diretor do Centro de Clima da China no Instituto de Política da Sociedade Asiática, Li Shuo, “A maior economia do mundo está adotando uma abordagem de petroestado”.

Líder do mercado de veículos elétricos do mundo, a China é responsável por mais de 11 milhões dos cerca de 8,5 milhões de veículos elétricos vendidos no mundo. Os dados são da empresa britânica de pesquisa Rho Motion.

Energia de fusão

Um dos projetos mais ambiciosos do país asiático é o desenvolvimento de um programa para a implementação da energia de fusão, que é uma fonte de energia limpa praticamente ilimitada. Além disso, outras ações têm chamado atenção, como o comprometimento de aumentar a energia eólica e solar implantada para 3.600 gigawatts, quantidade seis vezes maior do que a registrada em 2020.

“Isso apenas reforça a noção de que os Estados Unidos estão cada vez mais retrocedendo na transição energética e, além disso, estão muito dispostos e aptos a mobilizar forças militares para atingir esse objetivo”, aponta Shuo.

Opções de parceiros

O Irã e a Rússia são uma duas das principais opções da China para a compra de petróleo. A parceria pode ser motivada, já que os países são fortes parceiros e oferecem barris com descontos.

De acordo com Li Shuo, a Venezuela precisa mais dos negócios com a China do que a China precisa da Venezuela. “A Venezuela é muito dependente da China como mercado, não há dúvida sobre isso”, disse ele.

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