A assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia no próximo dia 17 de janeiro marca um momento histórico após mais de vinte anos em negociação. Esse é um tratado internacional de livre-comércio que define como os países dos dois blocos vão negociar entre si nas próximas décadas.
Para o Brasil, o movimento é estratégico, visto que, em 2025, a União Europeia foi o segundo maior parceiro comercial do país, representando 14,3% das exportações e 17,9% das importações.
O acordo estabelece regras para reduzir impostos, simplificar burocracias e dar mais segurança jurídica às empresas que compram, vendem ou investem fora de seus países de origem. Isso não significa isenção completa de tributos ou livre repasse de mercadorias, mas facilita algumas negociações.
Conforme explicado pelo O Brasilianista, a criação de uma zona de livre comércio que reúne cerca de 722 milhões de pessoas e um PIB agregado estimado em US$ 34 trilhões, em paridade de poder de compra, coloca o Mercosul–União Europeia entre os maiores arranjos comerciais do mundo.
Como o Brasil se beneficia do acordo?
Produtos brasileiros passam a competir em condições mais favoráveis em um mercado de alto poder de compra como a União Europeia, além de estreitar relações com parceiros comerciais.
Algumas mercadorias brasileiras que podem ganhar espaço nas exportações da União Europeia são carne bovina e de frango, café e suco de laranja, açúcar e etanol, e produtos florestais.
Ou seja, o agro pode ser altamente beneficiado em uma época interessante, visto as recentes sanções aplicadas aos países que comercializam com o Irã.
Por sua vez, segundo o g1, o acordo do Mercosul e UE consegue ainda diminuir os valores dos vinhos europeus e aumentar oferta de chocolates premium no Brasil, o que consequentemente diminuiria o preço aos consumidores.

