As eleições gerais no Japão podem ser antecipadas para o início de fevereiro. O possível adiantamento está sendo planejado pela primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, com o intuito de testar a aceitação pública em relação aos planos de aumentar os gastos do governo.
A informação foi divulgada pelo secretário-geral do partido governista da primeira-ministra, Shunichi Suzuki, que afirmou a jornalistas que o governo “precisa buscar um novo mandato”.
“Um dos motivos para dissolver o Parlamento é que a eleição anterior ocorreu sob o governo PLD-Komeito; o público ainda não se manifestou sobre a mudança em nosso parceiro de coalizão”, completou Suzuki.
Possibilidade de expressão da população
Como justificativa, Sanae Takaichi afirmou que esta será uma oportunidade para a população do Japão se expressar sobre a nova coalizão do PLD com o Partido da Inovação do Japão (Ishin), segundo informações da Agência Brasil.
Além disso, o governo disse que uma das intenções é entender qual será a reação da população sobre o aumento dos gastos do governo. O plano, que faz parte de uma estratégia de segurança nacional, tem o objetivo de aumentar os investimentos em defesa, afirma Suzuki.
Os rumores de que Sanae Takaichi planeja antecipar as eleições resultaram no aumento das vendas de ienes e títulos do governo japonês, apontam relatórios econômicos. Segundo o G1, os investidores têm questionado como o país financiaria uma expansão fiscal.

