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Política

Planalto projeta reação do Congresso após veto de Lula a emendas bilionárias

Equipe presidencial aposta que ajuste orçamentário não compromete articulações institucionais nem a estratégia eleitoral

Planalto projeta reação do Congresso após veto de Lula a emendas bilionárias

O Palácio do Planalto já trabalha com a expectativa de desgaste na relação com o Congresso após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar e bloquear cerca de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares. A medida acompanha a sanção do Orçamento de 2026, prevista para esta quarta-feira, com cortes parciais.

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Apesar do incômodo esperado entre deputados e senadores, auxiliares presidenciais avaliam que a insatisfação não deve comprometer a condução do último ano de mandato. A leitura interna também é de que o impacto político será limitado mesmo em um período marcado por disputa eleitoral.

Com os bloqueios e ajustes anunciados, cerca de R$ 50 bilhões ficarão disponíveis para indicações parlamentares destinadas a bases eleitorais. O valor é inferior aos R$ 61 bilhões aprovados inicialmente pelo Legislativo.

Avaliação interna sobre governabilidade

Segundo integrantes do governo, parlamentares tendem a reagir publicamente à contenção, mas ainda terão margem para indicar recursos entre fevereiro e junho, prazo final para a liberação de verbas desse tipo em ano de eleição. A aposta é que esse calendário ajude a reduzir a pressão política.

Outro ponto considerado no Planalto é o sinal de responsabilidade fiscal. Auxiliares entendem que a redução reforça a ideia de uso cauteloso do dinheiro público, especialmente em um momento em que o próprio Congresso cobra maior rigor nas contas.

A decisão ocorre enquanto o presidente busca reaproximação com as lideranças do Legislativo. Desde dezembro, Lula tem intensificado o diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, em uma tentativa de alinhar agendas para o ano eleitoral.

Corte foi antecipado pelo governo

A contenção de recursos já havia sido sinalizada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, na semana anterior, quando explicou que o Executivo estudava alternativas legais para limitar os valores. Segundo O Globo, o ministro afirmou: “Não será executado além do combinado, o que é legalmente combustível. Algo em torno de R$ 11 bilhões está acima do previsto legalmente e do pactuado”.

Nos bastidores, a avaliação é que a iniciativa também busca evitar que o presidente seja associado a gastos excessivos em um período sensível do calendário político.

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