Publicidade
Geopolítica

Europa envia tropas à Groenlândia em meio a tensões com os EUA

Trump afirmou que as movimentações de defesa são “insuficientes”

Europa envia tropas à Groenlândia em meio a tensões com os EUA

Em meio à intensificação das ameaças de Donald Trump pela a aquisição da Groenlândia, países europeus da Otan começaram a enviar pequenas tropas de militares para a ilha ártica. A estratégia tem o objetivo de aumentar a capacidade de defesa do país autônomo ligado a Dinamarca.

Publicidade

Apesar disso, o presidente norte-americano não se mostrou preocupado com a preparação da Groenlândia e afirmou que as movimentações de defesa da Europa são “insuficientes”, segundo informações do O Globo.

Cooperação

As declarações de Trump colocaram em dúvida a segurança da aliança de segurança europeia, sob a possibilidade de um país poderoso anexar um país aliado. Em posicionamento, a Dinamarca afirmou que um possível ataque colocaria em risco a organização e que, para impedir as ações do norte-americano, aumentaria a presença militar no país.

O Ministério da Defesa da Alemanha criticou as ameaças de Trump e confirmou que foram enviados 13 militares para a Groenlândia em conjunto com tropas da Dinamarca, assim como da Suécia e da Noruega. De acordo com a CNN, o país afirmou que o intuito é explorar opções para garantir a segurança em vista das ameaças.

Nas redes sociais, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França fará parte da Operação Arctic Endurance. “As primeiras unidades militares francesas já estão a caminho. Outras seguirão”, afirmou.

Anexação

O presidente Donald Trump tem insistido na anexação da Groenlândia, ilha autônoma que pertence ao Reino da Dinamarca. Segundo o líder norte-americano, nenhuma outra alternativa será aceita além da aquisição do território. Ele afirma que pretende alcançar esse objetivo por meios legais, mas que não descarta o envio de forças militares.

Em contrapartida, a Groenlândia se posiciona contra a possibilidade de se integrar aos Estados Unidos. Pesquisas locais indicam que a maioria da população defende a independência em relação à Dinamarca, mas rejeita a ideia de passar a fazer parte dos EUA.

Siga as redes sociais do O Brasilianista