O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), tem sido citado como um dos nomes considerados pelo partido para a disputa presidencial. Ao comentar essa possibilidade, sua fala se distancia do tom eleitoral polarizado e enfatiza a necessidade de discutir propostas antes de consolidar candidaturas.
Ao afirmar que aceitará o desafio caso seja escolhido internamente, Ratinho condiciona uma eventual candidatura à construção coletiva dentro do PSD. Nesse contexto, o governador destaca que o debate político deveria priorizar a capacidade de liderar um projeto nacional, e não apenas a projeção individual de nomes.
“Eu penso que, mais do que nomes, é projeto, quem vai ter a capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil. Se o meu nome for esse nome escolhido internamente, eu fico muito honrado e, obviamente, vou aceitar o desafio, mas isso é uma coisa que tem que ser construída internamente”, disse.
Polarização
Outro ponto recorrente em suas declarações é a crítica ao ambiente de polarização. Para Ratinho, o confronto político contínuo tem limitado a capacidade de produzir resultados concretos para a população. A referência à dificuldade de melhoria da vida cotidiana aparece como um argumento para defender uma agenda mais pragmática, centrada em políticas públicas e seus efeitos práticos.
“Eu penso que as pessoas não estão mais aguentando esse ambiente de briga política que não está trazendo resultado nenhum para a dona Maria. A dona Maria não está conseguindo melhorar sua vida”, afirmou.
O governador do Paraná se insere no debate nacional sem antecipar uma posição definitiva. Sua postura indica uma tentativa de contribuir para uma discussão mais ampla sobre o rumo do país, ainda que o desfecho eleitoral dependa de fatores partidários e do cenário político mais amplo.

