Os últimos anos foram marcados pela crise hídrica em várias regiões do país, com destaque para o Sudeste. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), os reservatórios da região se encontram em estado critico e, mesmo com a ocorrência de chuvas, não devem se recuperar completamente em curto prazo.
Diante da situação, o governo federal prevê que deva ocorrer uma redução na vazão de grandes usinas hidrelétricas na bacia do rio Paraná. O plano surge como uma alternativa para economizar água nos reservatórios do Sudeste.
As usinas do rio Paraná estão localizadas no final de uma sequência de barragens ao longo do rio. Diante disso, o que o governo estuda é diminuir a quantidade de água liberada pelas represas, para assim conservar o volume armazenado e evitar o esvaziamento rápido dos reservatórios.
Previsão do volume em janeiro
Segundo informações da CNN, os reservatórios das hidrelétricas no subsistema Sudeste/Centro-Oeste podem ficar entre 41,7% e 48,5% do volume máximo de armazenamento, até o final de janeiro. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume foi de 62% da sua capacidade.
Atualmente, a hidrelétrica de Porto Primavera (SP) registra vazão de saída em 3.900 metros cúbicos por segundo. Em 2021, ano marcado por forte crise hídrica, as vazões na hidrelétrica chegaram a cair para 2.900 m³/s.
Apesar disso, a estratégia pode gerar impactos ambientais, especialmente sobre o fluxo migratório de peixes para reprodução em Piracema. Esse processo se estende até março e limita a redução das vazões antes desse prazo.

